Capítulo 3 – Uma jornada inesperada

Skorlun nasceu e viveu nas Colinas Pequenas, mais precisamente na vila de Vale da Colina. O local foi fundado a alguns séculos por gnomos e ainda permanece com poucos habitantes. Ele não mora exatamente na vila, mas em suas proximidades. Assim, na encosta de um morro, conseguia ter uma vista privilegiada do vale e manter sua privacidade, sem estar muito longe da comunidade.

Essa região sofre influência crescente da cultura de Nender Nall, a nação vizinha se caminhar no sentido do oceano. Essa república tecnocrática de gnomos mecanicistas é tão radical no uso da tecnologia que expulsou seus irmão gnomos da floresta para outras regiões de Lantartia. Eles veneram um deus gnomo da tecnologia e aceitam magia divina, mas abominam magia arcana.

Mesmo sendo um gnomo mecanicista, com grande vocação para a tecnologia, Skorlun não era tão radical nessa visão de mundo. Graças a seus ensinamento com seu mestre druida, ele mantém um profundo respeito pela natureza, fonte de vasto conhecimento.

Apesar de sua vida tranquila no Vale da Colina, bruxas invadiram seu sítio e levaram um livro com um texto ancestral contendo terríveis segredos que não podem cair em mãos erradas. Durante a invasão, Skorlun percebeu quem eram essas bruxas e também que seguiram para o norte. Assim, ele juntou algumas coisas, como seu cajado, um pacote de estudioso, roupas, rações e peças de ouro, para tomar seu novo rumo. No meio das coisas, acabou levando uma pequena caixa de música que havia construído, que tocava uma melodia que fazia recordar vagamente a sua infância.

Novos aventureiros

Em sua jornada, Skorlun chegou a Guardânia, região próxima ao Pântano Sombrio. Lá, um grupo de monstros apareceu em seu caminho. Durante a fuga, encontrou uma torre que poderia servir de esconderijo. No entanto, acaba preso em um espelho mágico com 12 selas. Ele foi liberto por dois aventureiros, aos quais alia-se para seguir em sua busca pelo livro roubado.

O homem-sapo bardo Algar. Fonte: Tyler edlin
O homem-sapo bardo Algar. Fonte: Tyler edlin

Um desses aventureiros era Aglar, um homem-sapo – ou nelglorianos. Essa raça é formada de indivíduos que parecem seres humanos de estatura média, mas com uma cabeça semelhante à de um sapo. Sua avantajada língua consegue desferir golpes e agarrar criaturas ou objetos a grandes distâncias. São corajosos, leais e hospitaleiros. Como também é um bardo, sempre lança inspirações para os colegas.

O aracno guerreiro Utiok. Fonte: Wiki Las Crónicas de Sinfín
O aracno guerreiro Utiok. Fonte: Wiki Las Crónicas de Sinfín

O outro aventureiro era Utiok, um guerreiro da raça aracno. Também conhecidos como “povo aranha”, os aracnos costumam ter mais de dois metros de comprimento e andam sobre quatro pernas, com o corpo protegido com uma grossa estrutura de quitina, além de doze olhos redondos e escuros. Suas quelíceras venenosa e sua capacidade em produzir teia são armas poderosas. São bastante objetivos e lógicos, mantendo sua palavra.

Aglar e Utiok estavam na região das Colinas da Lua, fronteira leste de Guardânia, em perseguição a alguns monstros. O objetivo deles era o de resgatar o grimório de Utiok, que acabou preso ao entrar no espelho mágico. Ao ser resgatado por Aglar, Skorlun também foi liberto.

Também preso no espelho, estavam três yuguloths, que não tinham interesse em oferecer informações, e um nótico. Os nóticos são monstros rastejantes de um olho só, que se escondem em lugares com grande conhecimento mágico e são o resultado de uma maldição que se abate sobre os bruxos que mergulham muito fundo no conhecimento arcano. Ao interrogá-lo, ele fala mais das bruxas que o prenderam no espelho em troca de algum artefato mágico a ser entregue um dia. No fim, Utiok envolve o espelho com sua teia e o leva nas costas.

Hades. Fonte: Wallpaper Flare
Hades. Fonte: Wallpaper Flare

Os três desceram para o térreo da torre. Encontraram pegadas com sangue na direção de um alçapão. Apesar dele estar no nível do solo, parecia ser de uma construção beirando o impossível, revelando-se um portal para o Hades: o plano exterior da maldade pura.

Ao abrirem o alçapão, encontraram uma grande escada com uns 300 metros desce, sem paredes ou corrimão, até uma superfície de onde se tem uma grande vista. Eles observaram yugoloths andando ao longe. Essas entidades sempre estão com intenções malévolas, só intervindo em situações que possam gerar algum lucro ou vantagem para eles.

Seguindo pelo Hades, havia um profundo abismo com uma passagem sobre ele. Do outro lado, um desfiladeiro separando ao meio quatro cavernas em formato de caveira. Mesmo com o cenário aterrorizante, os três aventureiros partem para o desconhecido, com a certeza de encontrar seres maléficos e perigosos.

Este capítulo faz parte da série Skorlun, o gnomo druida – sumário no link.

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