Plantas em vasos

Plantas dentro de casa, seja em áreas externas ou internas, trazem vários benefícios paisagísticos e de saúde. Pode-se criar uma planta em vaso ou direto no solo. A diferença fica quanto à limitação das raízes, que constantemente estão em busca de nutrientes. Quando estão em vasos, elas não podem se espalhar para procurar os nutrientes contidos na terra, então é preciso fornecê-los com alguma frequência, por meio da adubação e regas adequadas.

Plantas em vasos: capim-limão, citronela, roseira, samambaia, erva-doce, lavanda e outras. Foto: ViniRoger.
Plantas em vasos: capim-limão, citronela, roseira, samambaia, erva-doce, lavanda e outras. Foto: ViniRoger.

Como plantar em vaso

As jardineiras (ou floreiras) são peças decorativas para encaixar os vasos, mas também pode-se plantar diretamente nelas. Deve-se preparar o recipiente de modo adequado. Geralmente, o preparo consiste de:

  • Um vaso com furos e canaletas para uma drenagem adequada e que as raízes não apodreçam
  • Fundo coberto por argila expandida ou pedras, permitindo o escoamento da água excedente
  • Manta bidim, ou um pedaço de pano do tamanho do vaso, sobre as pedras, para evitar que a terra e os nutrientes escapem junto com a água
  • Solo, o suficiente para deixar uma camada abaixo da muda e envolvê-la lateralmente, até um dedo abaixo da borda
  • Muda (sem o plástico) de tamanho compatível com o vaso
  • Cobertura morta (serragem, folhas secas ou pedras) para evitar perda de água por evaporação e invasão de outras plantas

Quanto ao solo, o ideal é que possua:

  • Baixa densidade
  • Boa aeração
  • Elevada capacidade de retenção de água
  • Boa drenagem
  • Isenção de fitopatógenos
  • PH neutro (nem alcalino e nem ácido)
  • Uniformidade

Existem inúmeras receitas de como fazer um solo ideal. Caso você já tenha terra sem uso, você pode fazer uma reciclagem dela. Para isso, primeiro deve-se descompactar a terra e quebrando torrões. Depois, misture adubo orgânico: 60% de terra e o resto de adubo. O mais indicado é o húmus de minhoca.

Podem ser feitos ajustes quanto ao pH do solo. Para descobrir o estado dele, selecione duas amostras com o tamanho de uma colher de sopa cada. Em uma delas, regue vinagre (ácido) e na outra, bicarbonato (alcalino). Se o solo estiver ácido, ele vai reagir com o bicarbonato, eliminando bolhas de ar; se estiver alcalino, reage somente com vinagre.

De modo geral, as plantas gostam de temperaturas amenas, nem muito úmidos nem muito secos, sem vento e receber sol direto por umas 4h a 6h do dia pelo menos, ficando sombreada o restante do tempo.

Para plantas de pequeno porte, é indicado que uma fique distante por volta de 30 cm com relação às outras. Desse modo, ela têm espaço para crescer sem fazer sombra umas às outras e sem competir por nutrientes.

Jardineira com orégano, manjericão e hortelã. Foto: ViniRoger
Jardineira com orégano, manjericão e hortelã. Foto: ViniRoger

Apesar dessas regras gerais, cada espécie possui algumas particularidades de plantio e de cuidados, conforme seguem:

Para fazer um chá de hortelã, erva-cidreira, erva-doce ou capim-santo, use uns 10 gramas de folha (isso dá entre 5 e 10 folhas, depende do tamanho) para cada xícara de água fervente e deixe em infusão por 10 minutos.

Manutenção

De modo geral, deve-se regar pela manhã, de modo suave e diretamente sobre o solo, até que comece a sair água pelos furos do vaso. O solo deve permanecer sempre úmido, mas sem estar encharcado – passe o dedo na terra, e se ela grudar no dedo, ainda está úmida. Geralmente, regas a cada dois ou três dias são suficientes.

Adube as plantas no mínimo a cada três meses, com umas duas colheres de sopa bem cheias para cada planta. Dê uma afofada na camada superficial, espalhe o húmus e regue em seguida. Adubos minerais (também chamados de químicos, sintéticos ou inorgânicos) como ureia e NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio), podem ser usados a cada 15 dias e na quantidade indicada pelo fabricante, pois os nutrientes estão isolados e apresentam rápida absorção.

Para aumentar o cálcio no solo e corrigir um pH um pouco ácido, você pode usar cascas de ovo. Para isso, deve-se lavar, secar e triturar as cascas – tem que ficar um pó fino, para que a planta consiga absorver os macronutrientes. Aplicar em doses pequenas e uma vez por ano.

Podas são importantes para tirar folhas velhas e abrir espaço para as novas. Plantas de caule semi-rígido, como manjericão, orégano e hortelã, toleram mais podas, desde que feitas de maneira moderada. Pode-se cortar abaixo dos pares de folhas terminais. Sempre deve-se podar o ramo logo acima do nó (bifurcação), permitindo que o ramo continue crescendo. Se cortar muito acima do nó, acaba matando a área e esse ramo não crescerá mais.

Tesoura marcando ponto de poda. Foto: ViniRoger
Tesoura marcando ponto de poda. Foto: ViniRoger

Mudança de coloração das folhas, aparecimento de pragas ou estagnação do desenvolvimento da planta são alguns dos fatores que traduzem uma necessidade de nutrientes. De modo geral, bordas secas e viradas indicam falta de água; folhas amareladas próximas ao solo indicam água demais; folhas desbotadas e com manchas pode ser excesso de sol; folhas velhas amareladas mas nervuras verdes assinalam falta de nitrogênio; manchas e pó podem ser fungos ou insetos, devendo-se limpar e aplicar fungicida/defensivo. Algumas dicas podem ser vistas no post 8 causas de folhas com pontas secas e queimadas.

Caso tenha problemas com insetos, você pode espirrar veneno ao redor da base do vaso. Isso pode afugentar os insetos rasteiros e até alguns voadores. Um inseticida que é muito bom chama Matrokis, de Uberlândia, mas meio difícil de encontrar.

Fontes

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