O norte da Islândia formam uma região de beleza remota e selvagem, onde montanhas escarpadas encontram o oceano em fiordes profundos, antigos vulcões pontuam a paisagem e a história se entrelaça com lendas de trolls. Menos visitada que o sul, esta área convida a viagens mais tranquilas, revelando vilarejos pitorescos, formações rochosas fantásticas esculpidas pelo mar e, mais ao norte, a emoção de cruzar o próprio Círculo Polar Ártico.

Akureyri (akur [campo de cereais] + eyri [banco de areia] = “Barra de Areia do Campo”): A “Capital do Norte”, segunda maior cidade da Islândia, aninhada no fundo do fiorde Eyjafjörður. Com um charmoso centro histórico, jardins botânicos, uma icônica igreja (Akureyrarkirkja) e excelente infraestrutura de serviços, é a base ideal para explorar as atrações da região. Alguns dos seus semáforos apresentam um formato de coração na luz vermelha. Ela é acessível à leste por um túnel pedagiado ou pode-se dar a volta na montanha à norte, com belos visuais.

Grímsey (Grímur [nome próprio] + ey [ilha] = “Ilha de Grímur”): Faz parte do município de Akureyri, com uma população de aproximadamente 100 pessoas vivendo em um único povoado, chamado Sandvík. É famosa por ser o único território islandês cortado pelo Círculo Polar Ártico. A famosa escultura Orbis et Globus (uma esfera de 8 toneladas e 3 metros de diâmetro) marca a linha do círculo, mas, por um detalhe curioso confirmado, a sua localização é alterada periodicamente. Isso acontece porque o Círculo Polar Ártico não é fixo, movendo-se constantemente devido a variações no eixo de rotação da Terra; a esfera é realocada para acompanhar este movimento até o círculo deixar a ilha, o que se prevê para o ano de 2047 (veja mais em Smithsnoniam Magazine). Há voos partindo de Akureyri e serviços de ferry para a ilha três vezes por semana.
Tröllaskagi (tröll [troll] + skagi [península] = “Península dos Trolls”): Uma península montanhosa que abriga alguns dos cenários costeiros mais dramáticos da Islândia, onde picos nevados encontram fiordes profundos. É uma região de paisagens alpinas e vilarejos históricos que oferecem uma rica experiência cultural e natural.
Siglufjörður (sigla [vela] + fjörður [fiorde] = “Fiorde da Vela”): Uma encantadora vila piscatória, outrora capital da pesca do arenque na Islândia, considerada o povoado mais pitoresco da península de Tröllaskagi. O seu isolamento entre montanhas e o charmoso centro histórico com casas coloridas e o premiado Museu do Arenque oferecem uma fascinante viagem no tempo.
Víðimýrarkirkja (Víðimýrar [“do pântano/pântano largo” ou “da turfeira extensa”] + Kirkja [igreja]): Igreja histórica famosa por sua arquitetura tradicional de madeira com cobertura de grama típica da região (turfa). Construída no século XIX, a igreja se destaca por seu interior bem preservado, incluindo um retábulo do século XVII e um púlpito ricamente decorado. Atualmente, é um museu aberto à visitação somente nos meses de verão.

Hvítserkur (nome de um troll): Uma enorme rocha negra de 15 metros de altura que se ergue como um monólito nas águas do fiorde Húnaflói. A erosão marinha esculpiu formas que lembram um rinoceronte, um elefante ou, segundo a lenda, um troll petrificado ao ser surpreendido pelo nascer do sol. É um excelente local para avistar focas.
Hvammstangi (“Baía de Hvammur”): Uma vila acolhedora situada na base da península de Vatnsnes, conhecida como a “capital islandesa da observação de focas”. O Centro Islandês de Focas (Selasetur Íslands) oferece exposições informativas, e a partir daqui partem excelentes passeios de barco para ver diversas espécies de focas em seu habitat natural.
Borgarvirki (borg [castelo] + virki [fortaleza] = “Fortaleza do Castelo”): Uma formação geológica única, um antigo vulcão tabular de 15 milhões de anos, utilizado historicamente como fortificação viking. Um caminho leva ao topo do paredão rochoso, de onde se tem uma vista panorâmica de 360 graus sobre a paisagem vulcânica circundante.
Túnel de Héðinsfjörður: O túnel mais longo da Islândia oferece uma viagem fácil de carro de Ólafsfjörður a Siglufjörður. Foi concluído em 2010 e tem 11 quilômetros de comprimento.
Hofsós: Embora seja uma vila pequena, a sua principal atração é a piscina geotérmica de Hofsós (Sundlaugin á Hofsósi), uma das mais belas do país. A sua infraestrutura moderna quase se funde com a paisagem, proporcionando uma experiência de banho inesquecível com uma vista infinita sobre o fiorde de Skagafjörður e a ilha de Drangey.
Sabia mais sobre o país e outras regiões turísticas no post Islândia.
