Como melhorar a autoestima

Por Maria Auxiliadora Roggério

O que você pensa sobre si mesmo? Compara-se com os outros e sente que qualquer um é melhor que você, e não há nada a fazer para melhorar essa situação? Está cuidando bem de você? As respostas a estas e a outras questões e a observação de alguns sinais e determinados comportamentos, podem sinalizar que sua autoestima está em baixa.

A autoestima é um valor atribuído por cada pessoa a si mesma, um “sentimento de si”, resultado de uma avaliação positiva ou negativa inferida a partir do autoconhecimento, de suas crenças, emoções, comportamentos, atitudes. Esse valor é importante ao bem-estar físico e mental, pois se reflete em todos os setores da existência, influenciando na qualidade de vida.

Mas um valor não existe por si só: é uma criação do homem. Quando fazemos alguma escolha ou julgamento, atribuímos certos valores às pessoas, aos objetos, às relações; assim o fazemos como uma maneira de elencar e avaliar aquilo que nos interessa, de acordo com nossas percepções e necessidades.

Algumas pessoas sentem-se incapazes e em desvantagem em determinados aspectos de suas vidas por conta de experiências que afetaram a consciência de valor e a aceitação de si, o que as levam a visões deturpadas de seus mundos, acreditando que não há como suplantar o fracasso e escapar do sofrimento.

Essa avaliação que fazemos a partir de nossas ações e pensamentos provocam sentimentos como insegurança, inferioridade, incapacidade, dependência, raiva, inveja, autocrítica e autocensura exacerbadas, egoísmo, narcisismo. O desenvolvimento da autoestima se dá com a qualidade dos relacionamentos que experienciamos desde a infância. Situações de rejeição, abandono, timidez, excesso de críticas, vergonha, abusos, podem causar baixa autoestima. Veja mais em Carência afetiva, dependência emocional.

Uma avaliação excessivamente negativa de seu valor próprio pode indicar distúrbio psicológico, sendo uma das características da depressão. Já uma pessoa com autoestima elevada é alguém que acredita em seu potencial e, por isso, enfrenta melhor as adversidades, apresenta-se de forma mais assertiva; porém, o excesso de alta autoestima também pode levar a problemas psicossociais.

Como elevar a autoestima

Comece por notar o “aqui e agora” e viver no presente. O que aconteceu de errado, de ruim, não importa tanto quanto o que você faz dessa experiência, então elimine o sentimento de culpa; perdoe-se por erros e tenha compaixão por si mesmo; aprenda a diferença entre culpa e responsabilidade.

Não seja autocrítico em demasia; seja sincero consigo, identificando suas fraquezas, dificuldades mas, também, suas forças e habilidades.

Tenha objetivos, trabalhe por eles com confiança e comemore cada conquista, por menor que seja. Uma experiência errônea no passado não pode aprisioná-lo. Não pense que seu sucesso (pessoal ou profissional) deve ser medido pelo sucesso dos outros, então, não se compare com os outros.

Procure praticar atividades nas quais se sinta autoconfiante. Busque o equilíbrio físico e mental.

Cuide de si, construindo (ou elevando) seu amor próprio: respeite-se e sinta carinho por si mesmo; esteja mais atento às próprias emoções, observe as sensações, os sentimentos; perceba quais são suas necessidades físicas e psíquicas. Com o autoconhecimento, uma postura de maior aceitação e confiança pessoais vão se desenhar e, com isso, relacionamentos sociais positivos poderão surgir.

Entretanto, nem sempre vencemos essas etapas sozinhos, então não se sinta fracassado e busque a ajuda de um profissional apto a ajudar nessas questões, como um psicólogo, por exemplo.

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