Biscoito de amêndoas low carb

Depois dos biscoitos Speculoos e dos biscoitos de gengibre, esse post mostra uma receita bem simples de biscoito mais saudável e sem glúten, além de trazer luz à grande discussão “é biscoito ou bolacha”?

Biscoitos de amêndoa (com amendoim) feitos com duas receitas desse post. Foto: ViniRoger

Biscoito ou bolacha?

Ambos são corretos. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que regula o produto, considera os dois termos como sinônimos. Sua definição é “produto obtido pelo amassamento e cozimento conveniente de massa preparada com farinhas, amidos, féculas fermentadas, ou não, e outras substâncias alimentícias” – incluindo recheio e/ou cobertura ou não. Por isso, as embalagens constam esses nomes, conforme os fabricantes afirmam.

“Biscoito” vem do latim bis (duas vezes) + coctus (cozido). Isso vem da prática de assar o alimento duas vezes para que ficasse menos úmido e durasse mais sem estragar. A palavra chegou ao português pela palavra francesa “bescuit”, que surgiu no século 12.

“Bolacha” vem de “bolo” (do latim “bulla”, objeto esférico) com o sufixo “acha”, que indica diminutivo, e chegou ao português no século 15. A palavra holandesa “koekje” significa a mesma coisa e gerou termos como “cookie” e “cracker”. Para diferenciar dos biscoitos, convencionou-se que koekje e derivados são os que utilizam um componente levantador, como o fermento.

O que é “low carb”?

Essa dieta é definida como um programa alimentar que conta com uma redução do consumo de carboidrato, geralmente recomendada para o tratamento da obesidade ou diabetes. O consumo exagerado desse nutriente leva a uma super estimulação do pâncreas, com maior produção de insulina. O excesso desse hormônio é ligado a um maior risco de engordar e ficar diabético. Fora isso, o açúcar derivado do carboidrato contribuiria com processos inflamatórios, situação que patrocina muitas doenças.

Assim, os alimentos ricos em hidratos de carbono de digestão fácil (por exemplo, açúcar, pão, massas) são limitados ou substituídos por alimentos com uma maior percentagem de gorduras e quantidade moderada de proteína (por exemplo, carne, aves, peixe, marisco, ovos, queijo, nozes e sementes) e outros alimentos pobres em hidratos de carbono (por exemplo, a maioria das saladas de legumes como espinafre, couve, acelga e espinafre). Alimentos com muitas fibras freiam a subida da glicose no sangue e trazem mais saciedade, além de colaborarem com o funcionamento do intestino.

Amêndoas e amendoins

Elas são as sementes do fruto da amendoeira, geralmente considerada como um fruto seco. Seu nome provém do grego amygdále, através do latim amygdala. A farinha de amêndoas é feita apenas com a amêndoa triturada. Apresenta sabor levemente adocicado, sendo boa para vários tipos de receitas, e baixo teor de carboidratos na porção.

A oleaginosa (semente rica em gordura vegetal) impede os picos de glicose no sangue, contribui para baixar os níveis de colesterol ruim (LDL) e são ricas em cálcio, potássio e vitamina E. Ainda contribuem para saúde os flavonoides (substâncias antioxidantes que inibem a ação dos radicais livres, diminuindo as chances da formação de câncer e combatendo o envelhecimento), e a arginina (que promove o relaxamento dos vasos e o equilíbrio da pressão arterial).

Já a palavra amendoim vem do tupi manu-ui (enterrado), com influência de amêndoa. Ele é uma leguminosa originária da América do Sul com alto teor de óleo vegetal. Tem um perfil culinário e nutricional semelhante às amêndoas, podendo ser também consumido na forma de farinha. Possui certos nutrientes em menor quantidade que a amêndoa, mas um preço bem mais acessível.

Xilitol

Ainda pensando em redução de carboidratos, a substituição de açúcar pode ocorrer na proporção de 1 para 1 usando xilitol – consegue ser tão doce quanto a sacarose, porém é cerca de 40% menos calórico. Ele é um adoçante natural encontrado nas fibras de muitos vegetais, incluindo milho, framboesa, ameixa, entre outros.

Receita de biscoitos de amêndoas

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de farinha de amêndoas
  • 1/4 xícara (chá) de coco ralado seco e sem açúcar
  • 1/4 xícara (chá) de xilitol (ou açúcar demerara)
  • 1 ovo
  • 2 colheres (sopa) de manteiga derretida com sal
  • 1 pitada de sal (caso a manteiga não tenha sal)

Preparo

  1. Em uma bacia, misture um a um todos os ingredientes até ficar homogêneo
  2. Forre uma assadeira com papel manteiga
  3. Molde bolinhas achatadas (com uns 4 cm de diâmetro e altura entre 0,5 e 1 cm) e coloque na assadeira
  4. Leve ao forno preaquecido 180 graus de 15 a 20 minutos ou até dourar (lembrando que dourar em cima significa que embaixo já está bem mais assado)
  5. Deixe esfriar por algumas horas para secar e conservar em recipiente hermético (para não perder a crocância)

O coco serve para absorver mais líquido e também para deixar o biscoito mais crocante por fora. Você pode fazer formatos diferentes, só lembrando que, quanto maior o biscoito, menos crocante ele vai ficar no meio porque vai assar menos no meio. Cada receita enche uma assadeira 20×30 cm, com um bom espaçamento entre os biscoitos.

Em vez de amêndoa, você pode usar farinha de amendoim, aveia em flocos finos, quinoa ou colocar um pouco de cada somando 1 xícara. Se estiver soltando muito na hora de moldar, adicionar um fio de óleo/azeite na massa e misturá-la novamente pode ajudar.

Fontes

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