Islândia – Fiordes do Oeste

Os Fiordes do Oeste, ou Westfjords, são uma das regiões mais remotas e autênticas da Islândia, um santuário de beleza selvagem onde a natureza dita as regras. Esta península, geologicamente a parte mais antiga do país, é um labirinto de fiordes profundos, montanhas imponentes e penhascos vertiginosos que abrigam milhões de aves marinhas. Longe das multidões, os Westfjords oferecem uma experiência de viagem introspectiva e épica, pontuada por cascatas que trovejam em véus, praias de areia vermelha, fontes termais isoladas e vilarejos que guardam histórias de bruxaria, pesca e resiliência.

Hornstrandir. Foto: Mashallah via Google Maps
Hornstrandir. Foto: Mashallah via Google Maps

Hornstrandir (Reserva Natural): A península mais setentrional da Islândia, uma área de natureza intocada e uma das últimas verdadeiras regiões selvagens da Europa. Inabitada desde os anos 1950, é acessível apenas por barco a partir de Ísafjörður. O local é o reino da raposa-do-ártico e oferece trilhas de caminhada de classe mundial.

Ísafjörður (ís [gelo] + fjörður [fiorde] = “Fiorde de Gelo”): A capital não oficial dos Westfjords e a maior cidade da região, situada em uma península arenosa que se projeta para o fiorde. Com uma rica história como posto de comércio desde o século XVI, combina casas de madeira antigas, museus como o do Patrimônio dos Westfjords e excelente estrutura para servir de base para explorar a região.

Dynjandi (dynja [trovejar] = “A Trovejante”): A maior e mais espetacular cachoeira dos Westfjords, com 100 metros de altura. Conhecida como “cachoeira em véu de noiva”, é uma cascata de sete quedas onde a principal, Fjallfoss, se alarga à medida que desce pela montanha. Uma caminhada de cerca de 15 minutos a partir do estacionamento leva aos seus pés.

Látrabjarg (látur [risos/brincadeira] + bjarg [penhasco] = “Penhasco do Riso”): O ponto mais ocidental da Islândia e de toda a Europa, um conjunto de penhascos que se estende por 14 km e atinge 441 metros de altura. É uma das maiores falésias de aves do mundo, onde milhões de aves, incluindo papagaios-do-mar, nidificam de maio a agosto.

Rauðasandur (rauður [vermelho] + sandur [areia] = “Areia Vermelha”): Uma praia de areia avermelhada e dourada que se estende por 10 km, oferecendo um contraste deslumbrante com as praias de areia negra típicas da Islândia. Suas cores mudam com a luz do dia, e a tranquilidade do local a torna perfeita para uma caminhada serena.

Hellulaug (hellir [caverna] + laug [piscina termal] = “Piscina da Caverna”): Uma piscina geotérmica situada à beira-mar, com uma vista deslumbrante sobre a baía de Breiðafjörður. Suas águas mornas e a localização remota criam uma experiência de banho profundamente relaxante e conectada à natureza.

Hólmavík (hólmur [ilhéu] + vík [baía] = “Baía do Ilhéu”): Uma vila que serve de centro para a região de Strandir, famosa por abrigar o Museu Islandês de Feitiçaria e Bruxaria. O museu explora a história da caça às bruxas no século XVII, uma época sombria e fascinante.

Garðar BA: O mais antigo navio de aço da Islândia, que jaz na areia em Skápadalur, perto de Patreksfjörður. Encalhado propositalmente, sua estrutura enferrujada e monumental oferece uma visão do passado marítimo da região e é um objeto fotográfico único.

Piscina Geotérmica de Reykjarfjörður (Reykjafjarðarlaug Hot Pool): Uma piscina termal isolada e menos conhecida ao lado de um antigo edifício de sanatório, oferecendo um local único para um mergulho quente e relaxante no sul dos Westfjords.

Vigur: Uma ilha no vasto fiorde de Ísafjarðardjúp, conhecida pela sua imensa colônia de aves, incluindo papagaios-do-mar, e por abrigar o farol mais antigo da Islândia, construído em 1837. É um local ideal para um passeio a partir de Ísafjörður.

Sabia mais sobre o país e outras regiões turísticas no post Islândia.

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