Capítulo 2 – Um encontro improvável

Desde que Urk se conhece por um aarakocra, ele vive no reino de Vennir, localizado no continente flutuante de Yslana, junto ao Povo Alado. Apesar de conviver na cultura do Povo Alado, deu muito valor às raízes de sua raça. Por isso mesmo, não tem apego aos bens materiais. Compara-se à cotovia, que “tem um capuz como os religiosos e é uma ave humilde. Sua veste, isto é, as penas, assemelha-se à terra e dá exemplo aos religiosos, que não devem ter vestes delicadas e coloridas, mas baratas e cor de terra, que é mais humilde que os outros elementos”.

Dedicou-se muito aos estudos e práticas religiosas no Santuário da deusa Fênix Feratir. Tornou-se um clérigo: um mediador entre o mundo mortal e o plano dos deuses, cuja fonte de seu poder emana da magia divina através de sua fé. Aprendeu muitas magias de cura mas também de ataque quando necessário, que fazem uso de sua ligação com elementos da atmosfera.

Devido à proximidade das nuvens do continente flutuante em que vive, age no domínio da tempestade. Consegue conjurar magias lançando raios, neve e gelo sobre inimigos. Elas somente são utilizadas em casos extremos, geralmente durante campanhas da Ordem da Fênix. Ao entrar nessa organização, Urk buscou colaborar com seus conhecimentos e habilidades na luta pela justiça.

É comum para Urk fazer voos solo nas nuvens próximas a Yslana, agindo como um ermitão em busca de meditação e iluminação para novas ações. Em um desses afastamentos da comunidade, pôde avistar um conflito em que haviam dois pássaros Roca envolvido. Prudentemente e à distância, observa que elas parecem desaparecer – ou serem transformadas em algo muito menor do que são.

Um covem de bruxas luta contra três aventureiros, que caem no chão aparentemente mortos. Quando o ambiente fica mais seguro, Urk se aproxima. Estranhamente, um sopro de vento com areia guia seu olhar para um gnomo caído mas com uma fagulha de vida. O clérigo faz uso de uma muda de fênix que possui consigo e de uma prece para trazê-lo de volta à vida.

Urk tenta manter um diálogo com o gnomo e ver se consegue ajudar os outros. No entanto, o uso da magia pode ter chamado atenção das bruxas, o que torna o ambiente nada seguro com a possibilidade de retorno delas. Assim, Urk prende a vítima em suas garras e levanta voo rumo a Yslana.

Curioso os caminhos da vida com um encontro tão improvável. Um gnomo, que é um ser tão ligado à terra, estar associado com as sagradas Rocas, amantes de grandes altitudes. Agora, levado à altura das nuvens, espera-se que não estranhe quando acordar no templo de Feratir.

Urk e Skorlun. Arte: Vinski
Urk e Skorlun. Arte: Vinski

Conforme o gnomo se recupera, ele consegue dizer que se chama Skorlun e que estava seguindo com os colegas para Lassir. Pessoalmente, ele está em busca de pertences seus que foram levados por bruxas, mas descobriu que isso parece fazer parte de um plano maior para trazer um grande mal ao mundo.

Em conversas com outros membros da Ordem da Fênix, Urk descobre que o reino de Guardannia anda enfrentando muitas batalhas contra o mal e que necessita de reforços. Dessa forma, o aarakocra decide ingressar em uma comitiva enviada para o reino e então seguir para Lassir.

Este capítulo faz parte da série Urk, o Aarakocra Clérigo – sumário no link.

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