Islândia – Reykjavík e Península de Reykjanes

A Islândia, terra moldada por gelo e fogo, concentra na sua capital Reykjavík (reykur [fumaça] + vík [baía] = “Baía da Fumaça”) e na Península de Reykjanes (“Cabo da Fumaça”) uma impressionante diversidade de atrações. Aqui, a herança viking encontra a modernidade do design escandinavo, enquanto a força da natureza se revela em campos de lava, áreas geotermais e na própria separação entre continentes. Este texto explora brevemente alguns desses locais.

Reykjavík

Hallgrímskirkja (Hallgrímur [nome próprio] + kirkja [igreja] = “Igreja de Hallgrímur”): Uma imponente igreja luterana que é o símbolo de Reykjavík. Inspirada em colunas de basalto, possui uma torre de 74,5 metros que oferece uma vista panorâmica excecional da cidade. Em frente, uma estátua do explorador Leif Erikson, que teria chegado na América séculos antes de Cristóvão Colombo. Descendo em direção à baía, a rua de comércio teve seu asfaltado pintado como um arco-íris.

Hallgrímskirkja. Foto: ViniRoger
Hallgrímskirkja. Foto: ViniRoger

Harpa (harpa = “Harpa”): Uma sala de concertos e centro de conferências, mundialmente premiada por sua arquitetura, cuja fachada de vidro se ilumina à noite, tornando-a um marco cultural no porto.

Interior da Harpa. Foto: ViniRoger
Interior da Harpa. Foto: ViniRoger

Sólfar (sól [sol] + far [viagem] = “Velejador do Sol”): Conhecida como “Viajante do Sol”, esta escultura de aço inoxidável à beira-mar foi criada para comemorar o bicentenário da cidade, representando um navio viking em direção ao pôr do sol.

Lago Tjörnin (“O Lago”): Um encantador lago no centro da cidade, lar de mais de 40 espécies de aves como patos e cisnes. É um local de passeio muito apreciado, que congela no inverno para a prática de patinação no gelo.

The Settlement Exhibition (“Exposição do Povoamento”): Um museu interativo construído sobre as ruínas de uma casa comunal viking do século X, descoberta em 2000. Utiliza tecnologia e holografia para transportar os visitantes à era dos primeiros colonos.

Maritime Museum (Museu Marítimo de Reykjavík): Localizado no antigo porto, conta a história da relação da Islândia com o mar através dos séculos, com exposições que vão desde os primeiros barcos a remo até a moderna indústria pesqueira.

Perlan Museum: com sua impressionante cúpula de vidro, convida os visitantes a explorar as maravilhas da Islândia em exposições interativas que vão de cavernas de gelo a espetáculos da aurora boreal.

Nautholsvik Geothermal Beach (Praia Geotérmica de Nauthólsvík): Uma praia artificial de areia dourada onde a água quente geotérmica é bombeada para a lagoa, elevando a temperatura da água. Dispõe de banheiras de hidromassagem e salas de vapor.

National Museum of Iceland (Museu Nacional da Islândia): Fundado em 1863, este museu em Reykjavík oferece uma viagem pela história islandesa, desde o povoamento até aos dias atuais, expondo cerca de 2000 artefatos, incluindo a famosa figura de Thor.

Höfði: Uma casa histórica construída em 1909, mundialmente famosa por ter sido o local da Cimeira de Reiquiavique em 1986, um encontro entre os líderes dos EUA e da URSS que ajudou a moldar o fim da Guerra Fria.

Hallsteinsgarður (“Jardim de Hallsteinn”): Um parque de esculturas ao ar livre que exibe 16 obras abstratas de alumínio criadas pelo artista islandês Hallsteinn Sigurðsson.

Árbæjarsafn (“Museu de Árbær”): Museu ao Ar Livre de Reiquiavique, que oferece um vislumbre da vida islandesa do passado.

Hvalfjarðargöng: túnel situado a norte de Reykjavík, é um túnel que atravessa o fiorde Hvalfjörður. Tem 5.770 metros de comprimento (3,59 milhas), dos quais 3.750 metros (2,33 milhas) se encontram sob o leito marinho. Existem duas faixas no lado sul (mais perto de Reykjavík) e três faixas no lado norte. A parte mais profunda do túnel atinge uma profundidade de 165 metros.

Península de Reykjanes

Bláa Lónið (blár [azul] + lón [lagoa] + -ið [artigo] = “A Lagoa Azul”): Um dos spas geotermais mais famosos do mundo, conhecido por suas águas azul-leitosas ricas em sílica. A sua localização estratégica, perto do aeroporto de Keflavík, torna-a uma parada imperdível. Parando no estacionamento e seguindo à esquerda, é possível ver gratuitamente algumas de suas lagoas, porém com águas já frias.

Blue Lagoon (parte externa). Foto: ViniRoger
Blue Lagoon (parte externa). Foto: ViniRoger

Brú milli heimsálfa (brú [ponte] + milli [entre] + heimsálfa [continentes] = “Ponte entre Continentes”): Uma pequena ponte pedonal que cruza uma grande fissura no solo, permitindo aos visitantes caminhar simbolicamente entre as placas tectónicas da Eurásia e da América do Norte.

Brú milli heimsálfa. Foto: ViniRoger
Brú milli heimsálfa. Foto: ViniRoger

Reykjanesviti (Reykjanes [península da fumaça] + viti [farol] = “Farol de Reykjanes”): Construído em 1878, é o farol mais antigo da Islândia. A sua localização numa área geologicamente ativa e as vistas sobre o Atlântico Norte tornam-no um ponto de visita singular.

Rauðhólar (rauður [vermelho] + hólar [colinas] = “Colinas Vermelhas”): Restos de um aglomerado de pseudocrateras vulcânicas com uma tonalidade avermelhada, formadas há cerca de 5.200 anos. Localizadas na periferia de Reykjavík, parecem uma paisagem marciana.

Krýsuvík (krýsa [brilhar] + vík [baía] = “Baía Brilhante”): Uma impressionante área geotermal de paisagem fumegante e colorida, com solo borbulhante e cheiro a enxofre, demonstrando a intensa atividade vulcânica da península.

Viking World (Vikingaheimar): Um museu em Keflavík que abriga o Icelander, uma réplica exata de um navio viking. É um local chave para aprender sobre a era viking, já que não existem barcos originais preservados na Islândia.

Grænavatn (Grænn [verde] + vatn [lago] = “Lago Verde”): Uma cratera de explosão com mais de 6.000 anos, preenchida por um lago de uma impressionante cor verde-esmeralda devido ao seu alto conteúdo de enxofre.

Kleifarvatn (lago Kleifarvatn): O maior lago da península, com 97 metros de profundidade, situado numa fissura vulcânica de paisagem dramática. Segundo uma lenda local, um monstro com forma de serpente habita as suas águas.

Brimketill (piscina de rocha de lava): Uma piscina natural costeira esculpida pela erosão marinha numa rocha de lava. O folclore local conta que este era o local de banho favorito da gigante Oddný.

Garður Old Lighthouse (Farol Antigo de Garður): Construído em 1897, é um dos faróis mais antigos e pitorescos da Islândia. A sua localização na ponta norte da península oferece excelentes vistas e é um local popular para observar o mar e as aves. Está próximo de um novo farol e de um museu marítmo.

The Geothermal Exhibition (Exibição Geotermal): Localizada na central geotérmica de Hellisheiði, uma das maiores do mundo, esta exposição explica como a Islândia transforma o calor da terra em energia limpa para aquecer casas e gerar eletricidade.

Náttúrusafn Kópavogs (Museu de História Natural de Kópavogur): Um museu zoológico que abriga uma das maiores coleções de animais preservados da Islândia, oferecendo uma excelente visão geral da fauna do país.

Grindavík: Essa vila piscatória sofreu uma série de intensos sismos e sucessivas erupções na península a partir de novembro de 2023, com abertura de fissuras a nordeste da cidade, forçaram a evacuação total dos seus quase 4.000 habitantes. Embora barreiras de proteção construídas com terra e rocha tenham conseguido desviar grande parte da lava, salvando a vila, enormes rachaduras e danos estruturais causados pelos tremores de terra, juntamente com a lava que chegou a atingir algumas casas, transformaram a paisagem e o cotidiano.

Mosaico com estragos em Grindavík causados por atividade sísmica e derramamento de lava. Fotos: ViniRoger
Mosaico com estragos em Grindavík causados por atividade sísmica e derramamento de lava. Fotos: ViniRoger

Sabia mais sobre o pais e outras regiões turísticas no post Islândia.

Existem alguns pontos de Grindavík que apresentam painéis para informar sobre a tragédia que aconteceu na região e que os visitantes possam observar: Efrahop Street Lava Field, Vikurbraut (rua principal), Vulcano info point, Old Blue Lagoon Road.

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