Islândia – Península de Snæfellsnes

A Península de Snæfellsnes é frequentemente chamada de “Islândia em Miniatura” por condensar, em uma única região, a diversidade de paisagens que tornaram o país famoso. Dominada pelo glaciar vulcânico que serviu de entrada para o centro da Terra no livro de Júlio Verne, a península oferece um litoral dramático de praias negras e falésias basálticas, montanhas icônicas que já foram cenário de séries famosas e vilarejos de pescadores que parecem parados no tempo.

Kirkjufell (kirkja [igreja] + fjall [montanha] = “Montanha da Igreja”): Considerada a montanha mais fotografada da Islândia. Os seus 463 metros de altura erguem-se solitários numa península junto ao mar, com a sua forma cônica quase perfeita. A imagem clássica é capturada a partir da bela cascata Kirkjufellfoss, aos seus pés, especialmente no verão sob o sol da meia-noite. O local ganhou fama mundial ao aparecer na série Game of Thrones.

Kirkjufellsfoss (Kirkjufell + foss [cachoeira] = “Cachoeira da Montanha Igreja”): Uma pequena cachoeira localizada aos pés da montanha Kirkjufell. A combinação dos dois elementos cria a imagem clássica e mais procurada da península.

Kirkjufell e Kirkjufellsfoss. Foto: ViniRoger
Kirkjufell e Kirkjufellsfoss. Foto: ViniRoger

Ólafsvík (Ólafur [nome próprio] + vík [baía] = “Baía de Ólafur”): Uma pitoresca vila piscatória situada na costa norte da Península de Snæfellsnes, que foi um importante centro de comércio já no século XVII. A igreja local, Ólafsvíkurkirkja, destaca-se pela sua arquitetura moderna e triangular, um design minimalista que contrasta harmoniosamente com a paisagem costeira. Junto está sua rua arco-íris (Regnbogagatan), pintada no asfalto, que conduz o olhar em direção à igreja e ao mar.

Ólafsvíkurkirkja. Foto: ViniRoger
Ólafsvíkurkirkja. Foto: ViniRoger

Hellissandur (hellir [caverna] + sandur [areia] = “Areia da Caverna”): vila piscatória conhecida pelo seu Museu de Arte de Rua, que exibe murais de grande escala pintados por artistas islandeses e internacionais nas paredes das casas. Seu pequeno Museu Marítimo local oferece um vislumbre da vida dos pescadores e da relação da comunidade com o mar, além de duas casinhas com telhado de turfa.

Ingjaldshólskirkja (Igreja de Ingjaldshóll): Conhecida como a “casinha do exame de vista”, esta igreja solitária erguida em 1903 é a mais antiga do mundo construída em concreto. Localizada numa antiga fazenda entre as vilas de Hellissandur e Rif.

Ingjaldshólskirkja. Foto: ViniRoger
Ingjaldshólskirkja. Foto: ViniRoger

Djúpalónssandur (djúpur [profundo] + lón [lagoa] + sandur [areia] = “Areia da Lagoa Profunda”): Uma praia de areia negra aos pés do glaciar Snæfellsjökull, famosa por suas maravilhosas formações rochosas. O local também é conhecido como a “praia do naufrágio”, guardando no local os pesados seixos de “força” que testavam a capacidade dos pescadores.

Snæfellsjökull (snær [neve] + fell [montanha] + jökull [geleira] = “Geleira da Montanha Nevada”): Um dos pontos de maior atividade vulcânica da Terra, coberto por uma capa de gelo. Tornou-se mundialmente famoso por ser a “entrada para o centro da Terra” no clássico da ficção científica de Júlio Verne (Viagem ao Centro da Terra). O acesso ao topo, onde se encontra uma cratera inativa coberta de gelo, requer um guia especializado e depende das condições climáticas.

“Desce para a cratera do Sneffels Yocul que a sombra do Scartaris acaricia antes das calendas de julho…”

Nesse trecho do livro, o alquimista islandês Arne Saknussemm revela a rota para o centro da Terra: o aventureiro deve descer até a cratera do vulcão chamado Sneffels Yocul (ou seja, o Snæfellsjökull). No entanto, não é qualquer cratera que serve: é preciso esperar o momento exato em que a sombra do pico vizinho Scartaris (uma montanha fictícia criada por Verne) toque uma abertura específica. Essa condição ocorre antes das calendas de julho — ou seja, antes do primeiro dia de julho, segundo o calendário romano, o que significa nos últimos dias de junho.

Saxhóll (sax [faca/espada] + hóll [colina] = “Colina da Espada”): Uma cratera vulcânica de 3000 anos, de acesso fácil graças a uma escadaria de metal construída em sua encosta. Do topo, tem-se uma vista panorâmica do campo de lava Neshraun e da paisagem vulcânica circundante.

Saxhóll com Snæfellsjökull ao fundo. Foto: ViniRoger
Saxhóll com Snæfellsjökull ao fundo. Foto: ViniRoger

Hólahólar (“Colinas das Colinas”): Através de um pequeno desvio da estrada principal da região, é possível acessar o interior da cratera de um vulcão com o próprio carro.

Hólahólar. Foto: ViniRoger
Hólahólar. Foto: ViniRoger

Lóndrangar (lón [lagoa] + drangar [pilares rochosos] = “Pilares Rochosos da Lagoa”): Duas imponentes formações rochosas que se erguem solitárias na costa sul de Snæfellsnes, restos de um antigo vulcão cuja cratera foi erodida pelo mar ao longo de milênios. O pilar mais alto atinge 75 metros de altura e, segundo as lendas locais, o local é habitado por elfos e criaturas místicas, sendo também um excelente ponto de observação de aves marinhas como fulmares e gaivotas-tridáctilas.

Arnarstapi (Arnar [águia] + stapi [penhasco] = “Penhasco da Águia”): Uma pequena localidade cuja principal atração são suas impressionantes falésias costeiras, onde nidificam milhares de aves marinhas. De lá, é possível ver o arco rochoso natural de Gatklettur (“Penhasco Furado”), a formação rochosa Músagjá (“Fenda dos Ratos”) e a escultura de Bárður Snæfellsás, figura mítica das sagas islandesas, além de uma formação rochosa que simula uma ponte sobre o mar prestes a ruir mas que rende muitas fotos. O local contém boa infraestrutura, incluindo um restaurante em duas casinhas de telhado de turfa que abre no verão.

Gatklettur em Arnarstapi. Foto: ViniRoger
Gatklettur em Arnarstapi. Foto: ViniRoger

Búðakirkja (Igreja Preta de Buðir): Uma pitoresca igreja de madeira pintada de preto alcatrão, construída originalmente em 1700. Isolada num vasto campo de lava na Península de Snæfellsnes, com as montanhas e o oceano ao fundo, cria uma das cenas mais minimalistas e fotogênicas do país.

Búðakirkja. Foto: ViniRoger
Búðakirkja. Foto: ViniRoger

Ytri Tunga (ytri [exterior/mais distante] + tunga [língua/península] = “Península Exterior”): Uma praia na costa sul da Península de Snæfellsnes que se destaca por ser uma das poucas praias de areia dourada da Islândia, contrastando com as típicas areias negras vulcânicas. O local é especialmente famoso pela sua colônia permanente de focas, que podem ser avistadas descansando nas rochas junto à costa durante todo o ano.

Ölkelduvatn (öl [cerveja] + kelda [fonte/nascente] + vatn [água] = “Água da Fonte de Cerveja”): Uma nascente de água mineral natural com gás localizada no sul da Península, cujo nome curioso deve-se à água naturalmente carbonatada que brota do solo, lembrando o sabor e a efervescência de uma cerveja. A água é rica em minerais e segura para beber, tendo sido considerada medicinal pelos islandeses durante séculos, e os visitantes podem encher as suas garrafas diretamente na fonte.

Landbrotalaug (land [terra] + brot [fratura/quebra] + laug [piscina termal] = “Piscina Termal da Fratura da Terra”): Uma pequena e encantadora piscina termal natural situada numa área remota da Península de Snæfellsnes, escondida entre campos de lava e colinas cobertas de musgo. Gratuita e rústica, um encanamento jorra água quente e quanto mais longe se está da fonte de água, menos quente fica.

Sabia mais sobre o país e outras regiões turísticas no post Islândia.

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