Islândia – Costa Sul

A Costa Sul da Islândia é um desfile grandioso de forças naturais, onde cachoeiras colossais despencam de penhascos verdejantes, glaciares imensos se estendem até o horizonte e praias de areia negra são açoitadas pelo Atlântico Norte. Esta região, acessível pela Ring Road, concentra algumas das paisagens mais icônicas e dramáticas do país, convidando os viajantes a explorar um cenário de beleza crua e contrastante.

Seljalandsfoss (selja [salgueiro] + land [terra] + foss [cachoeira] = “Cachoeira da Terra dos Salgueiros”): Uma das cachoeiras mais famosas do país, com uma queda de 60 metros. Sua característica única é uma trilha que permite caminhar completamente atrás da cortina d’água, proporcionando uma vista inesquecível (prepare-se para se molhar um pouco).

Seljalandsfoss. Foto: ViniRoger
Seljalandsfoss. Foto: ViniRoger

Gljúfrabúi (gljúfur [desfiladeiro] + búi [morador] = “Morador do Desfiladeiro”): Muitas vezes visitada em conjunto com Seljalandsfoss, esta cascata fica “escondida” dentro de uma fenda estreita em um penhasco. Para vê-la de perto, é preciso entrar no cânion, uma pequena aventura recompensadora.

Gljúfrabúi. Foto: ViniRoger
Gljúfrabúi. Foto: ViniRoger

Eyjafjallajökull Info Point (eyja [ilha] + fjall [montanha] + jökull [geleira] = “Geleira da Montanha das Ilhas”): Centro de visitantes dedicado à famosa erupção do vulcão Eyjafjallajökull em 2010, que paralisou o tráfego aéreo na Europa.

Skógafoss (skógur [floresta] + foss [cachoeira] = “Cachoeira da Floresta”): Uma queda d’água monumental e poderosa, com 60 metros de altura e 25 de largura. A enorme quantidade de spray que produz cria intensos e constantes arco-íris em dias ensolarados, e uma escadaria ao lado permite uma vista espetacular do topo.

Skógafoss. Foto: ViniRoger
Skógafoss. Foto: ViniRoger

Skógar (skógur = “Floresta”): Lar do Museu ao Ar Livre de Skógar, um conjunto de casas históricas com telhados de turfa que recriam a vida rural islandesa dos séculos passados. O local também abriga o Museu dos Transportes, com uma coleção fascinante de carros, barcos e aviões antigos.

Kvernufoss (nome de um rio + foss [cachoeira]): Uma joia menos conhecida, situada em um belo desfiladeiro perto de Skógar. Similar a Seljalandsfoss, também é possível caminhar atrás de sua queda de 30 metros, mas com a vantagem de ser muito menos movimentada.

Sólheimajökull (sól [sol] + heimar [lares] + jökull [geleira] = “Geleira dos Lares do Sol”): Uma língua glacial acessível do glaciar Mýrdalsjökull, onde se pode fazer caminhadas guiadas para explorar fendas, formações de gelo e “moulins” (poços de gelo) com segurança.

Solheimasandur Plane Wreck (Destroços de Avião da Areia de Sólheimasandur): Os restos metálicos de um avião DC-3 da Marinha dos EUA que fez um pouso forçado em 1973. A fuselagem abandonada na imensidão da praia negra criou um cenário surreal e fotogênico. O acesso é feito por uma caminhada plana de cerca de 4 km (ida e volta).

Loftsalahellir (loft [ar] + sala [salão] + hellir [caverna] = “Caverna do Salão de Ar”): Uma caverna histórica nos penhascos perto de Dyrhólaey, acessível com guia. Seu interior é como um grande salão esculpido pela erosão, com uma acústica impressionante.

Dyrhólaey (dyr [porta] + hóll [colina] + ey [ilha] = “Ilha da Colina da Porta”): Um imponente promontório com um enorme arco rochoso natural, com vista panorâmica das praias ao redor. Abriga um farol histórico e é um excelente ponto de observação de papagaios-do-mar no verão.

Arnardrangur (“Rochad a águia”): Impressionante rochedo de basalto com cerca de 70 metros de altura, localizado na icônica praia de areia preta de Reynisfjara. O imponente monólito deve seu nome aos ninhos de águias que abrigava no passado.

Arnardrangur em Reynisfjara. Foto: ViniRoger
Arnardrangur em Reynisfjara. Foto: ViniRoger

Reynisfjara (Reynir [nome próprio] + fjara [praia] = “Praia de Reynir”): Uma das praias de areia vulcânica negra mais famosas do mundo, conhecida por sua beleza brutal e ondas perigosas. É o lar das impressionantes colunas de basalto da caverna Hálsanefshellir (sem acesso desde fevereiro/2026 devido ao avanço do mar) e dos imponentes pilares rochosos Reynisdrangar (Reynir [nome] + drangar [pilares] = “Pilares de Reynir”). É considerada uma das praias mais perigosas do mundo devido à força das ondas e às “sneaker waves“: ondas traiçoeiras que ocorrem sem nenhum aviso prévio, dezenas de metros mais alta do que o esperado e viaja muito mais longe do que as ondas comuns, podendo facilmente arrastar um adulto para o mar em questão de segundos.

Reynisdrangar. Foto: ViniRoger
Reynisdrangar. Foto: ViniRoger

Vík í Mýrdal (vík = “Baía”): A vila costeira mais ao sul da Islândia, com uma igreja de telhado vermelho icônica no alto de uma colina, de onde se tem uma vista clássica sobre a baía e os Reynisdrangar. Oferece boa estrutura de serviços (posto de gasolina, restaurantes, supermercado) para os viajantes. Foi cenário da série Katla.

Vík. Foto: ViniRoger
Vík. Foto: ViniRoger

Hjörleifshöfði (Hjörleifur [nome próprio] + höfði [promontório] = “Promontório de Hjörleifur”): Um maciço rochoso imponente na planície de areia preta, com túmulos, ruínas de uma antiga fazenda viking e cavernas. Leva o nome de Hjörleifur, irmão de sangue de Ingólfur Arnarson, o primeiro colonizador da Islândia, que aqui foi assassinado.

Seljavallalaug (Seljavellir [local] + laug [piscina] = “Piscina de Seljavellir”): Uma das piscinas geotérmicas mais antigas e charmosas da Islândia, construída em 1923. Aninhada em um vale entre montanhas, é alimentada por água termal e acessível por uma curta e bela caminhada.

Gluggafoss (gluggi [janela] + foss [cachoeira] = “Cachoeira da Janela”): Uma cachoeira esculpida em rocha de palagonito, com várias aberturas naturais (“janelas”) na face do penhasco por onde a água jorra em diferentes níveis. Também é conhecida como Merkjárfoss.

Stakkholtsgjá (stakkur [monte/pilar] + holt [colina] + gjá [fenda] = “Fenda da Colina do Pilar”): Um cânion profundo e dramático que se estende por cerca de 2 km até uma gruta com uma pequena cachoeira. A trilha de acesso envolve cruzar o rio sobre pedras, uma verdadeira aventura que leva a um cenário de tirar o fôlego.

Þórsmörk (Þór [Thor, deus nórdico] + mörk [floresta] = “Floresta de Thor”): Um vale de beleza épica situado entre os glaciares Eyjafjallajökull, Mýrdalsjökull e Tindfjallajökull. É um paraíso para caminhadas e trilhas, com paisagens que mesclam montanhas verdejantes, rios glaciais e florestas de bétulas. O acesso é feito apenas por veículos 4×4 e ônibus adaptados, devido aos numerosos e traiçoeiros rios que precisam ser cruzados.

Ilhas Vestmannaeyjar / Westman Islands (Vestmannaeyjar = “Ilhas dos Homens do Oeste”): Um arquipélago vulcânico ao largo da costa sul, acessível por ferry. Heimaey, a única ilha habitada com mais de 4000 pessoas, é famosa por abrigar a maior colônia de papagaios-do-mar do mundo durante o verão e pela história da erupção do vulcão Eldfell em 1973, que soterrou parte da cidade. O museu Eldheimar (“Lares de Fogo”) é dedicado a este evento, sendo uma visita essencial. Outro ponto famoso é a Halldórsskora (Elephant Rock), uma formação rochosa que se assemelha impressionantemente a um elefante mergulhando a tromba no mar.

Sabia mais sobre o país e outras regiões turísticas no post Islândia.

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