Fortran

A programação imperativa é um paradigma que descreve a computação como ações (ou comandos) que mudam o estado e/ou variáveis de um programa. Recebe esse nome por ser parecido com o comportamento imperativo das linguagens naturais que expressam ordens, através de verbos conjugados no modo imperativo. A primeira linguagem de programação imperativa e de alto nível a ganhar ampla aceitação foi o FORTRAN.

Folhas para inserção de códigos em FORTRAN; livro sobre programação Fortran IV. Foto: ViniRoger

O nome deriva de FORmula TRANslation, pois a ideia inicial da linguagem era traduzir equações científicas para códigos de computador. O primeiro compilador de FORTRAN foi desenvolvido para o IBM 704 em 1954-57. Desde então, vieram outras versões: Fortran II, Fortran IV – Fortran 66, Fortran 77, Fortran 90/95, Fortran2003/2008.

O Fortran77 acabou fiando muito obsoleto em relação às linguagens atuais e aos recursos existentes. Por exemplo, as linhas dos programas tem formato fixo (somente é possível escrever na posição 7 a 72), somente aceita letras maiúsculas e os nomes de variáveis só aceitam até 6 caracteres.

O Fortran 90 possui novos recursos na definição de um “array”, alocação de memória dinâmica, estruturas de controle, etc. O formato das linhas está mais livres: recebe até 132 caracteres por linha, contendo letras maiúsculas e/ou minúsculas (sem diferenciação), os nomes de variáveis podem receber até 31 caracteres e também é possível ter mais de um comando por linha.

Compilador

Um compilador é o programa que traduz de uma linguagem de compilação (código fonte) para outra linguagem equivalente (código objeto ou de máquina).

O gfortran (do GNU) é um dos mais populares. Ele costuma distinguir os arquivos .f/.F como os de tamanho fixo e os .f90/.F90 como formato livre. Geralmente já vem com o Linux, mas pode ser instalado através do repositório: comando “sudo apt-get install gfortran”.

A partir do momento que tiver um código fonte, pode ser executado o seguinte código para gerar um arquivo binário (ou executável), legível somente pela máquina em que foi compilado (ou uma equivalente):

Para rodar o programa, basta indicar o local onde está o programa junto com o seu nome. No caso de estar no mesmo diretório de trabalho, basta executar “./nome_do_executavel”.

Código fonte

O exemplo abaixo começa com um comentário (usando ponto de exclamação como primeiro caractere de uma linha) e o nome do programa. Depois, vem a parte de declaração de variáveis, que podem ser INTEGER (inteiro), REAL (ponto flutuante, que pode ter precisão dupla, como DOUBLE PRECISION), COMPLEX (complexo), LOGICAL (lógico) e CHARACTER (texto). O READ permite entrar dados antes ou durante a execução do programa. Com o WRITE (ou PRINT), podemos ver os resultados da execução do código.

O código também conta com um exemplo do uso de condicional IF/ELSE dentro de um loop DO.

Fontes