Bandeiras e lanternas meteorológicas

O código internacional de sinais utilizado pela navegação marítima serve de comunicação entre dois ou mais navios, podendo ser representado por código Morse ou um conjunto de bandeiras. Nesse site, estão disponíveis as flamulas (pennants) alfabéticas, numéricas, de resposta e indicativas, com link para os significados especiais e de avisos: International Marine Signal Flags (veja também essa figura com um resumo).

Certas bandeiras também podem ser usadas para transmitir as condições de tempo, importantíssimas para a navegação. Durante o dia, são usadas as seguintes bandeiras (tempo bom é tempo ensolarado):

Bandeiras indicando bom tempo (branca), mau tempo (azul) e tempo instável (faixas branca e azul)

Durante à noite, os sinais são feitos por luzes: luz branca é tempo bom, azul é mau tempo e vermelha significa tempo instável.

Quanto à temperatura, uma flâmula triangular preta indica a temperatura. Se a bandeira estiver isolada no mastro, indica temperatura estável; caso a bandeira de temperatura esteja acima da bandeira de tempo, isso indica temperatura subindo; se estiver abaixo da bandeira do tempo, quer dizer que a temperatura está caindo. Caso a oscilação seja muito forte, a flâmula preta é substituída por uma bandeira branca com um quadrado no centro: se o quadrado for preto, é uma forte queda de temperatura, e uma forte subida é representada pela bandeira com quadrado vermelho no centro.

Bandeiras indicando temperatura normal (triângulo preto), forte queda (retângulo preto) e forte aumento de temperatura (retângulo vermelho)

Quanto aos ventos perigosos para pequenas embarcações, de dia são indicados por cones pretos, posicionados conforme a direção do vento:

Posição dos cones pretos indica a direção de onde vem o vento

À noite, a direção do vento é indicada através de lanternas azuis e amarelas, posicionadas também conforme a direção do vento:

Posição e cores das lanternas indicam de onde vem o vento

Além de embarcações, as bandeiras, cones e lanternas podem ser hasteadas em mastros de estações meteorológicas (geralmente costeiras) e aeroportos. No entanto, com os avanços tecnológicos em telecomunicações, esses métodos estão cada vez mais em desuso desde o final do século XX.