Sintra

A vila portuguesa de Sintra (no distrito de Lisboa) inclui o sítio Paisagem Cultural de Sintra, Patrimônio Mundial da UNESCO e que abrange uma parte da Serra de Sintra, abundante vegetação natural e exótica, o centro histórico da vila e muitos monumentos históricos, como jardins, quintas (propriedades rurais), mosteiros e castelos. Veja um pouco de sua história e principais atrações turísticas.

Torre da Regaleira (esq.) e Palácio da Regaleira. Fotos: ViniRoger.

Torre da Regaleira (esq.) e Palácio da Regaleira. Fotos: ViniRoger.

Ocupada inicialmente por pequenas tribos na pré-história, passaram por domínio do império romano e dos muçulmanos e reconquistado pelo povo local no século XI. Ao longo dos séculos XII e XIII, fazendo jus à fertilidade das terras de Sintra, vários conventos e mosteiros, assim como ordens militares, fixaram-se no local. Na transição do século XV para o século XVI, D. Manuel I transformou e enriqueceu a Vila, a Serra e o seu termo, com uma nova e vasta campanha de obras. Posteriormente, tornou-se um centro cortesão por excelência, incentivado pela presença de uma aristocracia em ascensão que ali edificava os seus solares e quintas.

Palácio Nacional de Sintra

Palácio Nacional de Sintra. Foto: ViniRoger.

Palácio Nacional de Sintra. Foto: ViniRoger.

Apresenta características de arquitetura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica (clique nos links para saber mais das principais características dos respectivos movimentos culturais, presentes na arquitetura também dos outros palácios). Sua principal característica é o par de altas chaminés cônicas brancas – na cozinha, são visíveis arranques octogonais das chaminés. Possui diversas salas temáticas e capela extremamente adornados (assim como os outros palácios). Localiza-se próximo ao centro (assim como o Palácio e Quinta da Regaleira).

Palácio e Quinta da Regaleira

Em 1892, ano em que os barões da Regaleira vendem a propriedade ao Dr. António Augusto Carvalho Monteiro, que tinha o desejo de fazer um espaço grandioso em que vivesse rodeado de todos os símbolos que espelhassem os seus interesses e ideologias. Construído no meio da floresta, é cercado por jardins luxuosos com poços, grutas, fontes e várias edificações interessantes. Os nevoeiros constantes que adensam a sua aura de mistério. O bosque ou mata que ocupa a maioria do espaço da Quinta, não está disposta ao acaso: começando mais ordenada e cuidada na parte mais baixa da quinta, mas, sendo progressivamente mais selvagem até chegar ao topo. O Patamar dos Deuses é composto por 9 estátuas dos deuses greco-romanos. A Capela da Santíssima Trindade apresenta passagem subterrânea para uma praça interna de frente para o palácio, marcado pela presença de uma torre octogonal.

Poço Iniciático (Palácio e Quinta da Regaleira). Fotos: ViniRoger.

Poço Iniciático (Palácio e Quinta da Regaleira). Fotos: ViniRoger.

O Poço Iniciático é galeria subterrânea com uma escadaria em espiral, sustentada por colunas esculpidas, por onde se desce até ao fundo do poço. A escadaria é constituída por nove patamares separados por lanços de 15 degraus cada um, invocando referências à Divina Comédia de Dante e que podem representar os 9 círculos do inferno, do paraíso, ou do purgatório. No fundo do poço está embutida em mármore, uma rosa dos ventos sobre uma cruz templária, que é o emblema heráldico de Carvalho Monteiro e, simultaneamente, indicativo da Ordem Rosa-cruz.

Palácio Nacional da Pena

Localizado no alto de uma colina de 500 metros de altura, é pintado em várias cores e apresenta diferentes estilos arquitetônicos. O interior original do palácio foi mantido, e é possível ver objetos pessoais do rei e da rainha, além das salas luxuosamente decoradas. Há uma lanchonete logo depois da antiga cozinha, em um terraço com vista para o palácio e para o parque. Estruturalmente o Palácio da Pena divide-se em quatro áreas: couraça e muralhas envolventes, com duas portas, uma das quais provida de ponte levadiça; corpo do Convento antigo, ligeiramente em ângulo, no topo da colina com a Torre do Relógio; Pátio dos Arcos, em frente à capela, com a sua parede de arcos mouriscos; zona palaciana propriamente dita com o seu baluarte cilíndrico de grande porte de interior decorado em estilo cathédrale.

A grande diversidade de estilos do Palácio só pode ser bem representada através de um vídeo para uma “visita virtual (acima, infelizmente estava nublado com chuva e ficou meio escuro). Seu acesso é possível através de uma estrada bem estreita e dispõe de estacionamento grátis próximo. Da entrada até o palácio tem uma subida de 15 minutos a pé ou pode-se pagar uma van na compra do ingresso. Além do palácio, existem diversos jardins e construções no terreno.

Castelo dos Mouros

Castelo de Sintra (popularmente chamado Castelo dos Mouros). Fotos: ViniRoger.

Castelo de Sintra (popularmente chamado Castelo dos Mouros). Fotos: ViniRoger.

Construído pelos árabes no século VIII, restam apenas as muralhas do castelo e suas guaritas, sobre as quais é possível caminhar e ter vistas impressionantes da região de Sintra, do Palácio da Pena e até de Lisboa. As suas muralhas são constituídas por uma cintura dupla, exterior e interior. A Leste ainda são visíveis trechos da muralha exterior, onde se localiza a porta em rodízio de acesso ao recinto. O topo da muralha interna é ameada (possui aberturas no parapeito para os defensores visualizarem o inimigo). A muralha apresenta cinco torres: quatro de planta retangular e uma de planta circular encimadas por merlões (parte saliente de uma muralha ameada) piramidais. Fica próximo ao Palácio da Pena.

Palácio de Monserrate

O palácio foi projetado pelo arquitecto James Knowles e construído em 1858, por ordem de Sir Francis Cook, visconde de Monserrate. Misturando os estilos neo-mourisco, gótico e inglês, fica no topo de uma pequena colina e tem belos jardins ao seu redor.

Palácio Nacional de Queluz

Teve sua construção iniciada por D. Pedro III, em 1747, foi residência oficial da família real até a fuga para o Brasil, em 1807. A decoração de algumas salas é digna de realce, sendo constituída por pintura a fresco (Sala das Açafatas), revestimento a espelhos, estuque e talha dourada (Toucador da Rainha, Sala do Trono), parquet de madeiras exóticas (Sala D. Quixote) ou azulejos (Corredor das Mangas). O desnível entre os jardins e o parque perde relevo perante a sequência de terraços e galeria porticada por pares de colunas toscanas, rematada por uma monumental escadaria. Os jardins são ornamentados por estátuas.

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