North American T-6 Texan

Em 1936, a Marinha dos Estados Unidos encomendou cerca de 40 aviões à North American Aviation para instrução dos seus pilotos, cujo protótipo recebeu a designação de fábrica NA-16. A North American Aviation foi uma empresa fabricante de aviões da década de 1930 até 1967, quando fundiu-se com a Rockwell-Standard Corporation e se tornou na North American Rockwell Corporation. A companhia foi responsável por inúmeras aeronaves históricas como o bombardeiro B-25 Mitchell e o caça P-51 Mustang.

North American AT-6D Texan da Esquadrilha da Fumaça em exposição no Museu Eduardo Matarazzo, em Bebedouro/SP. Foto: ViniRoger

North American AT-6D Texan da Esquadrilha da Fumaça em exposição no Museu Eduardo Matarazzo. Foto: ViniRoger

O North American AT-6 é um avião com capacidade para dois tripulantes, avião monomotor, de trem de pouso convencional, retrátil, com roda de cauda, velocidade máxima de 335 km/h e teto máximo 7400 metros. Voou pela primeira vez em 1935, sendo produzidos mais de 17.000 aparelhos de vários modelos. Foi usado como caça, interceptador, caça-bombardeiro, controle aéreo avançado e antiguerrilha, na Segunda Guerra Mundial e nas Guerras da Coréia e do Vietnã.

O programa de modernização do AT-6 com nova cabina, nova hélice, nova roda de cauda e maiores tanques de combustível passou a denominar-se na Força Aérea dos Estados Unidos T-6D Texan. A Força Aérea Brasileira operou a versão AT-6D entre 1947 e 1976. Foram fabricadas 81 unidades no Brasil sob licença entre 1946 e 1951 na fábrica de aviões de Lagoa Santa, Minas Gerais.

O Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa (PAMA-LS) é um estabelecimento industrial que presta serviços de fabricação, inspeção, manutenção e reparação da frota de aeronaves da Força Aérea Brasileira. Teve sua pedra fundamental lançada em 1935 e a primeira série de aeronaves construída em meados de 1944. Além de auxiliar no controle do espaço aéreo em Lagoa Santa e Confins, o PAMA-LS ministra cursos sobre manutenção de aeronaves e equipamentos, a partir dos mais modernos métodos de revisão, controle e reparos.

Observação: uma aeronave pode ser chamada pela designação dada pelo fabricante, pelo força área do país de origem ou pela Força Aérea Brasileira, sendo a letra T reservada para avião de treinamento e o A para avião de ataque.

O T-6 foi utilizado em missões de treinamento avançado, tiro, bombardeio, patrulha e demonstração aérea. Em 1952, instrutores da escola começaram a fazer as primeiras exibições de acrobacias aéreas, dando o primeiro passo para o que viria a ser a “esquadrilha da fumaça”. Com ela, o T-6 fez 1272 demonstrações, cerca de 35 mil horas de voo em 24 anos de atividades.

“Esquadrilha da Fumaça” é o nome popular do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), um grupo de pilotos e mecânicos da Força Aérea Brasileira que fazem demonstrações de acrobacias aéreas pelo Brasil e pelo mundo. Sua finalidade é aproximar os meios aeronáuticos civil e militar, contribuir para a maior integração entre a Aeronáutica e as demais Forças Armadas e marcar a presença da FAB em eventos no Brasil e no exterior.

Ambos os exemplares expostos no Museu Eduardo Matarazzo, em Bebedouro/SP, fizeram parte da Esquadrilha da Fumaça, mas somente o FAB 1339 ainda possui a pintura utilizada (veja no vídeo abaixo):

Outros aviões T-6 estão expostos em praças e museus do Brasil:

Um T-6 ficou durante anos Loja de roupas Vide Bula no Shopping Del Rey (Belo Horizonte/MG) pendurado ao teto por cabos de aço simulando voo, junto com um F-8. Em 2010, já havia sido retirado para servir como reposição de peças da Esquadrilha Oi.

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