Fogo e crença

O ser humano sempre tenta buscar uma explicação para tudo, mesmo que seja sobrenatural. Veja a origem de uma religião nos dias atuais a partir do primeiro contato de uma tribo com o homem “civilizado”, e também como os fenômenos chamados fogo-fátuo e fogo-de-santelmo levam muitas pessoas a pensar que se tratava de fantasmas e santos.

Fogo-de-Santelmo (foto do site voo virtual, veja mais nesse vídeo)

Fogo-de-Santelmo (foto do site voo virtual, veja mais nesse vídeo)

O fogo-de-santelmo é um clarão de luz azulada que se forma por breves instantes em objetos pontiagudos, como para-raios, nariz de aviões e mastros de navios. As nuvens que antecipam a tempestade, de carga elétrica positiva, fazem com que cargas elétricas negativas se acumulem naturalmente na ponta do objeto. Quando o excesso de eletricidade de carga negativa é descarregado na atmosfera, forma-se o clarão. Como antigamente as estruturas mais altas eram as igrejas e templos de um modo geral, o fenômeno ganhou as conotações sobrenatural e religiosa. O nome deve-se ao fato de navegadores associarem o fenômeno à proteção do Santo Elmo. Benjamin Franklin observou, em 1749, que o fenômeno é de natureza elétrica.

O Fogo-fátuo é uma luz azulada que pode ser avistada em pântanos, brejos, cemitérios e lugares onde ocorra a decomposição de seres vivos. Quando um corpo orgânico começa a entrar em putrefação, ocorre a emissão de gás fosfina e metano. Aos poucos, a concentração desses gases cresce, vaza em direção à superfície e entra em contato com o oxigênio do ar. Os dois gases entram em combustão espontânea, produzindo uma chama azulada. Muitas lendas surgiram daí, como a do boitatá (uma gigantesca cobra de fogo do folclore brasileiro) e de fantasmas. Veja o vídeo a seguir:

Foram descritos dois fenômenos naturais que, enquanto não se sabia as razões de suas formações, eram creditados como sobrenaturais. Imagine um membro de uma tribo isolada em uma pequena ilha do Pacífico, que ainda vive na idade das pedras, entrar em contato com alguém da civilização ocidental. Foi isso que aconteceu com os habitantes da pequena ilha de Tanna nas Novas Hébridas (atualmente Vanuatu) nas primeiras décadas do século XX.

Na década de 1930, tropas americanas estavam construindo bases militares nessa região do Pacífico entraram em contato com uma tribo da região de Sulphur Bay. Chegaram com aviões e distribuíram comida. Os nativos os consideraram deuses e fizeram uma estátua com restos de folhas em formato de avião. Acreditavam que os novos deuses iriam libertá-los dos missionários que chegaram à ilha alguns anos antes.

Fotos do culto a "John Frum".

Fotos do culto a “John Frum”.

Assim, criaram o culto a um “salvador” que eles aguardam até hoje: “John Frum” (provavelmente a lembrança de uma parte da frase “John from America”). Até hoje abrem clareiras no meio da selva no formato de Pistas de Pouso, hasteando bandeiras, construindo Torres de Observação, escrevendo em seu peito a palavra “U.S.A” e marchando com réplicas de rifles de madeira em formação militar.

Esse fenômeno (conhecido como “Cargo cults”, relacionado ao culto de cargas levadas por civilizações industrializadas) já foi observado diversas vezes em casos completamente isolados. O primeiro caso que se tem registro foi o movimento “Tuka” nas ilhas Fiji em 1885, mas outros casos ocorreram periodicamente nas ilhas da Oceania. Veja mais no site Rioblog e nesse vídeo a seguir contendo trecho do documentário do History Channel (Ancient Aliens, “Chariots, Gods, And Beyond”), que compara o contato dos seres humanos com raças alienígenas (essa foi a inspiração para o livro “Eram os Deuses Astronautas?”, de Erich von Däniken).

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