Entrevista: de físico e matemático a piloto

Existem pessoas comuns que não aparecem na grande mídia nem são famosas, mas são capazes de realizar ações que nos surpreendem, como por sua flexibilidade, inteligência e capacidade de aprender coisas novas – de uma forma mais surpreendente do que muita gente que aparece na televisão, por exemplo. Por isso, tive o prazer de entrevistar meu amigo, Akira Aricê de Moura Galvão Uematsu, que entrou comigo no curso de Física da USP e teve uma trajetória nas ciências exatas, enveredando depois também para a aviação, ao tornar-se piloto comercial.

– Qual é a sua formação acadêmica e profissional?

Quando ingressei na Universidade de São Paulo, não imaginava que minha formação seria uma jornada de 9 anos e meio. Acabei me fornando Bacharel em Matemática Aplicada e Computacional, Bacharel em Física e Mestre em Estatística.

Meu primeiro emprego foi um estágio dentro da própria USP, no departamento de aquisição do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI). Em seguida, ainda estudando, trabalhei na área do ensino, como professor ou plantonista, em alguns colégios e cursinhos (Hexag, Etapa, Rumo); o restante trabalhei na área administrativa do Banco Itaú, primeiro na Diretoria Comercial de Atendimento e depois na Diretoria de Modelagem e Pesquisa.

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– O que te levou para a área de exatas?

Para falar a verdade, durante a escola eu não fui um aluno exemplar(*), não costumava estudar muito e acabei chegando no último ano sem saber ao certo o que era o vestibular. Por causa disso, até então não havia despertado interesse em nenhuma área do conhecimento. Após sair da escola, resolvi que era hora de estudar de verdade (e não simplesmente frequentar o ambiente de ensino) para poder ver como eu me saía e com isso tentar ingressar em algum lugar bom e reconhecido que me proporcionasse meios para garantir meu futuro. Por acaso, o colégio em que me passei toda a minha infância (Colégio de São Bento) estava com uma parceria/divulgação do Anglo Vestibulares e um colega meu (que já estudava “de verdade” na escola) quis ir para lá e eu resolvi ir junto.

Com isso [as ciências exatas] eu era capaz de entender como a natureza funcionava, além de uma boa parte das máquinas utilizadas pelo homem ao longo de sua existência.

Quando entrei no cursinho, pude ter contato com excelente professores de todas as áreas do conhecimento, no entanto, as aulas de Matemática, Física e Química sempre me pareceram as mais interessantes, por mostrar como o as coisas funcionavam. Ainda me lembro do momento em que aulas de Movimento dos Corpos, Dinâmica, Termodinâmica, Química Orgânica, estrutura do Átomo, Gravitação, começaram a fazer muito sentido na minha cabeça e que com isso eu era capaz de entender como a natureza funcionava, além de uma boa parte das máquinas utilizadas pelo homem ao longo de sua existência. Claro que não podemos esquecer que todos esses assuntos da Física e Química eram apoiados pela linguagem Matemática e seus próprios resultados e teoremas. Devido à toda essa beleza que eu enxergava nessas matérias, além de serem as que mais me despertavam interesse (e não sono) na hora do estudo, percebi que meu caminho estava na área de exatas. Mais para frente, acabei percebendo também que a matéria que eu mais entendia na época era Física, o que me levou para o curso de Bacharelado em Física.

(*) no entanto, nunca fui uma pessoa sem objetivos na vida, que fica muito tempo ocioso, sem rotina e comprometimento à algo. Apesar de não estudar, na época eu me dedicava ao futebol (acreditava que seria jogador) todos os dias da semana saia da escola para o treino, futebol de campo e de salão todos os dias da semana no Clube Atlético Nacional e quando voltava para casa continuava jogando no prédio em que morava.

– Quais foram as suas motivações para sair da Física e ir para a Matemática?

Como contei antes, mesmo na época em que já estudava de verdade, eu era um aluno que não possuía muita “visão de mundo” e por causa disso acreditava que se estivesse em uma boa faculdade, não importaria o curso e haveria muitas vagas para mim no mercado de trabalho. Por causa disso, me preocupei somente em continuar estudando aquilo que sabia melhor e gostava, sem pesquisar a fundo quais seriam minhas possibilidade depois de formado. No entanto, meu plano não saiu como o esperado. Depois de alguns semestres na faculdade, quando vi que estava na hora de começar a procurar emprego, descobri que não haviam muitas possibilidades de trabalho para um Físico(**), pelo menos naquela época as empresas não conheciam as utilidades de um. Apesar de ser um curso “semelhante” ao de um Matemático ou de um Engeheiro, as empresas preferiam estes profissionais para assumir as posições. Cheguei a ouvir do RH das empresas: “… se ao menos você fosse um Matemático…” Por isso, preocupado em garantir meu futuro e aumentar minhas possibilidades, resolvi migrar para a Matemática, via um processo de transferência interna que existe para algumas vagas remanescentes na USP.

(**) o único emprego que consegui quando estava na Física foi o que eu mencionei acima na primeira pergunta no SIBI-USP. Na verdade, era uma vaga para quem fosse do curso de Biblioteconomia, mas como tinha que atualizar algumas coisas na página central das bibliotecas, resolveram chamar um Físico para o estágio (rs).

– Com o que trabalha/trabalhou estando formado em Matemática?

Já na Matemática, minha primeira experiência foi na área do ensino. Comecei a trabalhar como plantonista de Matemática em um colégio na região da avenida Tiradentes. Logo depois, comecei a estagiar no Banco Itaú, fazendo um trabalho de gerenciamento de banco de dados, assim como relatórios de performance e de indicadores da área que cuidava da qualidade de antedimento nas agências e outros canais do banco. Como era uma vaga de estágio de 4 horas, havia tempo para outras atividades, que em geral dediquei para manter contato com a área do ensino – já que havia me apegado bastante a essa área depois das experiências que havia tido.

Na época em que trabalhei no Itaú, durante uma palestra apresentada na faculdade, tomei conhecimento de um setor do banco que trabalhava com Matemática Aplicada (modelos de crédito) e resolvi conhecer um pouco mais sobre o assunto, já que até então nunca tinha ouvido falar. Percebi que, se trabalhasse nessa área, poderia aplicar uma boa parte dos assuntos que tinha estudado na faculdade mas, também percebi que, na verdade, aquela área estava mais voltada para Estatística. Por causa disso, quando meu contrato de estágio acabou na época em que estava me formando, apesar de ter aparecido uma vaga para ser efetivado na gerência em que me encontrava, pensei que seria mais interessante migrar para essa área de modelagem. No entanto, tudo isso ocorreu no período em que o Itaú estava em processo de fusão com o Unibanco, o que congelou as migrações de setor e muitas contratações na época. Por causa disso, resolvi ingressar no mestrado em Estatística, já que ganharia mais conhecimentos na área, o que aumentaria minhas chances de contratação no banco e em outras empesas, além de abrir meu leque na área do ensino com o grau de mestre. Na verdade, adquiri mesmo conhecimentos em Estatística no mestrado, sendo que na graduação em Matemática e em Física havia visto somente o básico. Foi uma tarefa um tanto que árdua, já que, em alguns casos, tivemos matérias em um semestre que um aluno da graduação em Estatística vê em 1 ano e meio.

Akira antes de voo Jundiaí - Piracicaba com um Cesna 152.

Akira antes de voo Jundiaí – Piracicaba com um Cesna 152.

– Por quê escolheu a aviação? O que te motivou para ser piloto?

Até então, eu falei somente de algumas das minhas paixões, porém, uma das principais e que sempre esteve presente na minha vida é a velocidade. “Andar rápido”, seja de skate, bicicleta, moto, kart, carro e claro, o mais rápido de todos dentre estes, avião. Pouco antes de começar o cursinho no Anglo, quando estava entendo o que era faculdade e os cursos que existiam, o que mais chamou minha atenção no Guia Abril do Estudante foi o de Ciências Aeronáuticas. Que melhor profissão poderia existir do que pilotar uma máquina que chega a mais do que 700km/h e proporciona uma das vistas mais belas que uma pessoa pode ter? Sem falar que você vivencia tudo isso enquanto está “voando” (um dos sonhos mais antigos e belos do homem). No entanto, na época, o único lugar em que existia o curso era na PUC do Rio Grande do Sul e minha mãe não tinha condições de me manter morando em outro estado (e nem queria também, já que sou filho único). Somente depois que saí do banco, com algum dinheiro guardado, pude resgatar esse sonho adormecido, já que certas esperanças ficam ali no seu íntimo e jamais morrem.

Que melhor profissão poderia existir do que pilotar uma máquina que chega a mais do que 700km/h e proporciona uma das vistas mais belas que uma pessoa pode ter?

A vida de piloto também é ótima, afinal passar o dia (em alguns casos) conhecendo novos lugares, com a vista e a velocidade que já falei antes é perfeito – um dos pontos negativos da vida que levava no banco era que praticamente passava o dia trancado em um buraco, literalmente, já que, em um dos locais que fiquei, não existiam janelas pelo fato de ser no subsolo. A atividade em si também é mais excitante, afinal, a atenção que um piloto precisa ter ao cuidar da integridade dos outros e da própria, a dinâmica do voo, o gerenciamento da máquina, etc, desperta em alguns homens um sentimento difícil de se traduzir em palavras.

– Onde fez seus estudos e horas de voo?

A principio procurei pelo local mais próximo de casa, no Aeroclube de São Paulo. Posteriormente pude constatar que é uma das escolas mais tradicionais, exigentes e conceituadas do meio. Fazendo o curso lá, pude me preparar muito bem para os exames teóricos na ANAC. Toda a parte teórica fiz no aeroclube daqui, no entanto, a primeira experiência de voo que tive como aluno não foi das melhores. Além de decolar em um péssimo dia para se voar, tive que lidar com o péssimo humor e temperamento do instrutor. Particularmente, nem gosto de lembrar desse dia, pois achei que não seria capaz de dar continuidade ao treinamento. Com isso resolvi procurar uma outra escola para a parte prática. Então descobri o Aeroclube de Jundiaí, que além de possuir mais horários disponíveis, possui excelentes instrutores que sabem transmitir conhecimento e calma (que é essencial para um piloto).

Vídeo de voo a bordo de um Cessna 172 do Aeroclube de Jundiaí. Decolamos na manhã de 16/08/2015 do Aeroporto Estadual Comandante Rolim A. Amaro (Jundiaí) para sobrevoo em Itu, passando por Itupeva e Salto, e retorno a Jundiaí. Também foi possível observar as cidade de Indaiatuba e Sorocaba (de longe) e a Serra do Japi. Céu de brigadeiro e voo tranquilo – somente uma térmica no meio do caminho com alguns urubus, mas sem incidentes.

O Cessna 172 Skyhawk é uma aeronave monomotor de 4 lugares que começou a ser fabricado em 1957. Devido ao seu desenho, pode operar em pistas curtas ou mal preparadas. Suas asas altas (onde estão os reservatórios de combustível) geram uma maior facilidade de sustentação, o que permite vôos com pouca velocidade. Seu motor, um Lycoming de quatro cilindros, lhe dá 160 HP de potência e velocidade máxima de 222 km/h (120 nós).
O Aeroclube de Jundiaí, fundado em junho de 1941, tem muitas aeronaves, mas a maioria é para instrução (Cessna 152), onde só comportam o piloto e mais um passageiro – no caso o aluno.

– Quais foram suas maiores dificuldades nas primeiras aulas?

Na parte teórica não tive muitas dificuldades, já que algumas das matérias envolvem Física e Matemática – a única dificuldade foi na parte de regulamentos, em que o piloto precisa decorar um grande número de itens (leis do espaço aéreo). Já na parte prática, tirando o primeiro voo que tive em São Paulo, a grande dificuldade é gerenciar diversos itens ao mesmo tempo, já que o piloto precisa prestar atenção no espaço aéreo ao seu redor, no que o instrutor está falando, na manobra que será realizada e na fonia entre as demais aeronaves e a torre. Fazer tudo isso no começo e dentro do padrão exigido foi bastante desafiador.

– Como foram seus exames de pilotagem?

Na parte teórica, como já disse antes, em todas as etapas da minha formação, não tive grandes dificuldades com relação ao entendimento do conteúdo do curso. No entanto, é preciso bastante dedicação para encarar perguntas que avaliam basicamente a memória do indivíduo (antes nunca havia imaginado que um piloto precisa ter boa memória) e a atenção (já que eles podem dar como errado, por exemplo, uma resposta que simplesmente tenha trocado a ordem dos itens).

Na parte prática do PP, o primeiro teste que o aluno enfrenta é o seu primeiro voo solo. No meu ponto de vista, é o mais importante de todos, uma vez que o aluno tem pouquíssima experiência de voo (por volta de 20h). No dia do meu solo, estava bem preocupado porque já havia feito uma sequência de voos muito bons e, no entanto, não tinha sido liberado para o solo por nenhum dos instrutores. No dia anterior tinha feito um voo péssimo (com pousos horríveis). Como a aula já estava muito próxima do final, já estava pensando que mais uma vez não poderia fazer o voo solo (o aluno só é avisado do voo solo na hora de executar). Quando o instrutor pediu permissão para a torre para desembarcar no pátio geral e me liberar para voo solo, nesse momento a adrenalina aumenta. É uma emoção única quando o instrutor desembarca e você prossegue sozinho para o ponto de espera e decola. Depois disso é se acalmar e prosseguir para o pouso mantendo a tranquilidade, afinal, se você errar, dessa vez estará completamente sem auxílio. Essa é uma daquelas poucas lembranças que ficam eternamente na memória e que sempre serão contadas com um misto de orgulho e carinho.

É uma emoção única quando o instrutor desembarca e você prossegue sozinho para o ponto de espera e decola.

Depois do primeiro voo solo, de certo modo é mais fácil: você faz o voo de check, que consiste de uma navegação e algumas manobras. Outra dificuldade aparece quando se começa a voar o PC-IFR: nessa parte, é necessário mais concentração ainda para gerenciar novos parâmetros do voo que até então não eram usados, já que se voava visualmente, além do nível de exigência da boa execução das manobras ser ainda maior, pois se está treinando para voar sem enxergar nada a frente. Nessa parte do treinamento, o aluno deve voar olhando (para baixo) somente no painel, enquanto o instrutor mantem as regras de voo visual olhando para fora, mantendo a separação das demais aeronaves e possíveis riscos de colisão com objetos (pássaros). Durante o treinamento, quando tem muita turbulência devido ao calor, ficar olhando para baixo, prestando atenção nas cartas, nos precedimentos, no instrutor e no voo em geral, a sensação é bastante desconfortável – só lembrar de que algumas pessoas se sentem zonzas somente pelo fato de estarem lendo no carro.

Na prova de inglês, que é uma prova oral, a dificuldade é entender alguns controladores de voo ou pilotos. Nas gravações, eles falam inglês quando suas línguas nativas são o chinês ou o Árabe, por exemplo. A ANAC diz que o piloto deve ser capaz de entender e se comunicar com qualquer pessoa em inglês durante um voo, mas na verdade, na maioria das vezes um piloto que entra para uma companhia aérea nunca irá voar internacionalmente logo de cara. Assim, o que deveria ser cobrado nesse exame é a leitura e entendimento do inglês, uma vez que todos os manuais e check list das aeronaves operadas no Brasil encontram-se nessa língua, e é com isso que um piloto em início de carreira irá mexer na maior parte do tempo – e não com fonia em inglês.

– Muitas pessoas tem medo de mudar de área de trabalho, medo esse que aumenta conforme avança a idade. O que acha disso, particularmente para entrar na aviação?

As vezes fico pensando que se na época tivesse parado por mais tempo para analisar o que estava fazendo, talvez não tivesse corrido atrás disso. Afinal eu já tinha toda uma carreira construída. No entanto, gosto de tentar coisas novas e naquele momento era nisso que a minha mente estava focada. Já que estava com tempo e condições, por quê não correr atrás de um antigo sonho? Minha mãe é um exemplo disso, já que ela veio para São Paulo somente para conhecer e passar um tempo, porém acabou resolvendo prestar o vestibular para Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, passou e decidiu ficar por aqui, sendo que já possuía outro curso e carreira na cidade dela no interior de Pernambuco. Sempre que pergunto sobre isso, ela diz que, apesar de na época ter sido uma escolha difícil de se fazer, ela vê que não teria conseguido avançar tanto profissionalmente se tivesse ficado aonde estava.

Por isso, mesmo com a idade avançada em comparação aos colegas que tive nos aeroclubes e também com alguns dos próprios instrutores, resolvi tentar a mudança. Ainda não trabalho na área, então só poderei responder se a aviação não discrimina a idade para começar a trabalhar no setor daqui mais um tempo, mas é claro que uma pessoa mais nova vai ter mais tempo de ficar tentando do que eu.

Antigamente, eu acreditava que a vida não reserva muitas surpresas para a gente e que em geral ela seguia um certo padrão, mas hoje em dia vejo que algumas coisas podem acontecer quando menos se espera e tomar rumos difíceis de se explicar, então deve-se estar preparado quando a oportunidade de alcançar um sonho antigo estiver bem próxima. Todas as pessoas que contei sobre a mudança ficaram realmente impressionadas pelo fato de ter tomado essa decisão depois do ponto em que minha vida estava.

– O que mais você aprendeu de cada uma das áreas e que leva para sua vida?

Foi ótimo poder fazer parte de cada uma dessas áreas em que atuei. Os grupos de pessoas que fizeram parte de cada uma delas foram bem distintos – cada um deles tinham suas qualidades particulares que tentei absorver e também seus defeitos que tentei não repetir. Tirando os aspectos técnicos na aviação, você se acostuma a lidar com muita pressão na hora de tomar decisões e que precisam ser rápidas, ter bastante humildade e respeito com tudo e todos, pois o trabalho de todos os envolvidos na atividade aérea pode afetar um voo e devemos conhecer bem os limites das máquinas, entre outras coisas, para não extrapolá-los.

A forma de se pensar matemática que eu experimentei ao longo desses anos condicionou minha mente a encarar problemas do cotidiano de uma maneira mais lógica (…) sempre deixamos bem claro o nosso problema, aonde queremos chegar, do que dispomos para conseguir isso e como partir de um para o outro.

Em geral não vemos problemas matemáticos no nosso dia a dia, no entanto, a forma de se pensar matemática que eu experimentei ao longo desses anos condicionou minha mente a encarar problemas do cotidiano de uma maneira mais lógica. Nas exatas, sempre deixamos bem claro o nosso problema, aonde queremos chegar, do que dispomos para conseguir isso e como partir de um para o outro. Dessa forma conseguimos direcionar melhor nossos esforços nos concentrando somente no que é mais importante. Acredito que isso foi essencial para mim em outras áreas da minha vida além de me tornar uma pessoa mais prática, focada nos objetivos.

Em comparação com as pessoas que encontrei na aviação, aqueles que vivem na área de exatas tendem a ser bem introvertidos, o que pode acabar sendo ruim, porque sempre alguém tem alguma experiência de vida que pode vir a agregar algo de bom a você.

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