Curitiba

O nome “Curitiba” tem sua origem do tupi e significa “muitos pinhais”. Formada a partir de um pequeno povoado bandeirante, chamado Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba, tornou-se Vila em 1963. Foi uma importante parada comercial com a abertura da estrada tropeira entre Sorocaba e Viamão e depois com o comércio de madeira e erva-mate. Em 1853, torna-se a capital da recém-emancipada Província do Paraná – antes, fazia parte da Província de São Paulo. Manteve um ritmo de crescimento urbano fortalecido pela chegada de uma grande quantidade de imigrantes europeus ao longo do século XIX, na maioria alemães, poloneses, ucranianos e italianos.

Universidade Federal do Paraná (UFPR) - do outro lado da praça, fica o Teatro Guaíra. Foto: ViniRoger.

Universidade Federal do Paraná (UFPR) – do outro lado da praça, fica o Teatro Guaíra. Foto: ViniRoger.

A cidade experimentou diversos planos urbanísticos e legislações que visavam conter seu crescimento descontrolado e que a levaram a ficar famosa internacionalmente pelas suas inovações urbanísticas e o cuidado com o meio ambiente. A cidade mantém uma grande quantidade de áreas verdes em seu território para uma metrópole, tendo 64,5 m² de área verde por habitante – o mínimo recomendável pela ONU é 12 m². Tais áreas são compostas, fundamentalmente, por parques e bosques municipais, destinadas a proteger parte das matas ciliares de rios locais, praças e vias públicas bem arborizadas. Existe um desconto no IPTU para o morador que mantiver uma araucária (árvore símbolo da cidade) em seu terreno.

Construção da estufa do Jardim Botânico (dezembro de 1988). Foto: Maria Roggério.

Construção da estufa do Jardim Botânico (dezembro de 1988). Foto: Maria Roggério.

O sistema de ônibus é baseado no conceito criado na capital paranaense, na década de 1970, de veículo leve sobre pneus (VLP). Sua Rede Integrada de Transporte conta com 81 quilômetros de corredores de ônibus, geralmente operados por carros biarticulados, que conectam os terminais integrados nas várias regiões da cidade, providos de ônibus alimentadores, que compõem a ramificação secundária deste sistema e atendem aos passageiros dos bairros próximos aos terminais. Adicionalmente, uma outra categoria de ônibus expressos (os chamados ligeirinhos) provê rápido intercâmbio de passageiros entre um terminal e outro, com trajetos diferentes e poucas paradas intermediárias.

A melhor forma de conhecer a capital do Paraná é através da Linha Turismo. Esse ônibus passa pelos principais pontos turísticos, partindo da Praça Tiradentes (mas é possível iniciar o trajeto em qualquer um dos pontos), e circula a cada trinta minutos, percorrendo aproximadamente 45 km em cerca de duas horas e meia. Com ela, tem direito a um embarque e quatro reembarques em qualquer ponto. O ônibus tem dois andares e aberto em cima (com capota em dias de chuva) e toca narração em três idiomas sobre cada uma das paradas. Veja as principais atrações turísticas:

Mapa da linha turismo (2015). Fonte: Curitiba Space.

Mapa da linha turismo (2015). Fonte: Curitiba Space.

* Museu Oscar Niemeyer

Também conhecido como Museu do Olho (devido ao design do prédio anexo ao principal, de 30 metros de altura feitos de concreto e vidro), foi projetado por Oscar Niemeyer em 1967, concebido como um Instituto de Educação. Foi reformado e adaptado à função de museu, para o qual Niemeyer projetou o anexo, reinaugurado em 2002. Rampas em curvas, na área externa, e um túnel (acessado pelo subsolo do edifício principal) fazem o elo entre o Moderno e o Contemporâneo. Com uma programação dedicada à exposição de Artes Visuais, Arquitetura e Design, possui acervo de mais de duas mil peças e espaço para exposições temporárias. Bem próximos estão o Bosque do Papa e o Memorial Polonês.

* Ópera de Arame

Ópera de Arame (externa e interior). Fotos: ViniRoger.

Ópera de Arame (externa e interior). Fotos: ViniRoger.

O nome vem de seu estilo construtivo: é feito de tubos de aço e estruturas metálicas, coberto com placas transparentes de policarbonato, lembrando a fragilidade de uma construção em arame. De forma circular, a edificação é quase toda cercada por um lago artificial alimentado por uma cascata, de maneira que o acesso ao auditório é feito por uma passarela sobre as águas. Foi montada em apenas 75 dias e inaugurada em 1992, com capacidade para mil pessoas. Ao lado, está a Pedreira Paulo Leminski, aberta em 1990 para grandes espetáculos ao ar livre. No passado o local foi uma pedreira municipal e usina de asfalto, mantendo este aspecto peculiar, pois é cercado por um paredão de rocha de trinta metros.

* Torre Panorâmica

Com 109,5 metros de altura, foi inaugurada em 1991 pela empresa estatal de telecomunicações Telepar (por isso também é chamada de Torre da Telepar). Conhecida também como Torre das Mercês (nome do bairro), é uma torre telefônica com um deck observatório de 360° aberta para visitação.

* Jardim Botânico

Inaugurado em 5 de outubro de 1991, o jardim contém inúmeros exemplares vegetais do Brasil e de outros países. A estufa principal, com três abóbadas do estilo Art nouveau, foi inspirada no Palácio de Cristal de Londres, do século XIX. Do seu interior, é possível ter uma vista privilegiada do jardim em estilo francês. Atrás dessa estufa está um Espaço Cultural com a exposição permanente “A Revolta”, que expressa o sentimento do artista Frans Krajcberg com relação à destruição sem limites provocada pelo homem nas florestas brasileiras. Dos seus 178 mil metros quadrados, mais de 40% de sua área total corresponde a um Bosque de Preservação Permanente. Chafarizes e a escultura intitulada “Amor Materno”, do artista João Zaco, também compõem a paisagem. O Jardim das Sensações, inaugurado em 2008, tem por objetivo despertar, sem o uso da visão, os sentidos do olfato e do tato.

* Parque Tanguá

Parque Tanguá. Fotos: ViniRoger

Parque Tanguá. Fotos: ViniRoger

Foi construído onde existiam duas pedreiras, atualmente desativadas, e inaugurado em 1996. Ocupa uma área de 235 mil m² e garante a preservação da bacia norte do rio Barigüi, bem próximo à sua nascente. Possui um espelho d’água com chafarizes e um mirante (na parte mais alta), uma cascata, dois lagos e um túnel artificial que pode ser visitado de barco ou à pé, além de trilhas para caminhada e lanchonete.

* Setor Histórico

Abriga as ruínas da Igreja de São Francisco de Paula (nunca concluída), o Relógio das Flores, a Fonte da Memória, a Fundação Cultural de Curitiba, antigos casarões transformados em espaços culturais, a Igreja do Rosário e o Memorial de Curitiba. Boa parte possui calçamento das ruas em paralelepípedo. Descendo algumas quadras, está a Rua das Flores, o primeiro calçadão para pedestres do país e um dos marcos da revolução cultural da cidade. Nesse calçadão, está um bondinho, desativado e transformado em biblioteca, e o Palácio Avenida, prédio de 1929 que foi recuperado em 199 pelo banco Bamerindus (“O tempo passa, o tempo voa, e a popuança Bamerindus (não) continua numa boa”) para ser sua sede principal – com a venda do banco para o multinacional Hong Kong and Shanghai Banking Corporation, tornou-se a sede nacional do HSBC Bank Brasil. Já é tradicional o espetáculo natalino com coral de crianças e músicas típicas realizado nas janelas do Palácio Avenida.

Setor histórico. Foto: ViniRoger.

Setor histórico. Foto: ViniRoger.

Maiores informações, como os horários dos ônibus em cada ponto, podem ser vistas no site da URBS – Linha Turismo. Outro passeio muito procurado por turistas de todo o mundo é o passeio de trem na Ferrovia Paranaguá-Curitiba (veja mais clicando no link).

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