Caçadores da Aeronave Perdida

Com manutenção correta, uma aeronave pode voar durante décadas em excelente condições de segurança. No entanto, novos modelos mais eficientes e cenários econômicos dos mais diversos forçam a “aposentadoria” de algumas aeronaves. Grande parte deles acaba sendo desmontada e vai para sucata. Mas alguns exemplares são adquiridos por prefeituras, museus e até particulares com o objetivo de manter a história viva para essa e outras gerações.

A série “Caçadores da Aeronave Perdida” é composta de vídeos e textos com aviões antigos expostos ao público e que não voam mais. Descubra a história e destino deles nos episódios clicando na categoria Caçadores da Aeronave Perdida do link. A playlist do youtube com todos os episódios pode ser vista logo abaixo – clicando no ícone do canto esquerdo superior, aparece a lista com todos os episódios:

Nessa categoria, estão o destino de aviões de tradicionais companhias aéreas, como Vasp, Varig e Transbrasil, além de aviões históricos como o DC-3 e o Vickers Viscount. Veja também curiosidades como o último SAAB Scandia existente no mundo, um Boeing 737 convertido em restaurante, os primeiros aviões construídos no Brasil e um DC-3 “perdido” no meio da cidade de São Paulo.

A exposição de aviões é importante para a divulgação científica e tecnológica à comunidade, motivando as pessoas a pensar e pesquisar mais sobre o tema. É o primeiro passo para o público sentir a grande importância desses temas na sociedade atual. Além disso, atraem turistas, movimentam a economia local e trazem beleza à paisagem. Além de despertar a curiosidade para entender como as coisas funcionam, um avião também levanta questões sobre seu passado e como ele impactou na vida das pessoas. Por isso mesmo, os aviões devem ser bem tratados, o que reflete como o povo e seus representantes cuidam de sua própria história e a importância que dão ao conhecimento e tecnologia.

Abaixo, está um mapa com a localização das aeronaves no Brasil que não voam mais e possuem diferentes finalidades (ou estão ao aguardo de um fim). São mais de 300 aeronaves! O Google Maps tem várias vantagens para visualizar esse banco de dados: saber a localização exata do avião para poder visitá-lo, visualizá-lo de cima por imagem de satélite e dos lados pelo Street View (se disponível) e ver fotos ligadas ao lugar. É possível dar zoom nos pontos e clicar neles para obter informações da aeronave encontrada lá. Para buscar pelo fabricante/modelo, clique no ícone superior esquerdo e abrirá um menu lateral com os nomes.

Última atualização: 27 de maio de 2017.

Sinta-se à vontade para sugerir correções, incluir aeronaves que não estão listadas e outras observações ou retirar aviões que já foram desmontados. A atualização das informações depende da comunidade de profissionais e entusiastas da aviação que possam contribuir com essa iniciativa de organizar e manter público um banco de dados georreferenciado com aeronaves que não podem mais voar, mas podem ser preservadas e visitadas por quem quiser. O espírito colaborativo das pessoas pode gerar grandes obras. Agradeço desde já pela colaboração! =)

Aviões expostos no Museu Eduardo Matarazzo em Bebedouro/SP. Fotos: ViniRoger

Aviões expostos no Museu Eduardo Matarazzo em Bebedouro/SP. Fotos: ViniRoger

A maior parte das pesquisas foi feita através do mecanismos de buscas do Google, com informações disponíveis em sites de notícias, além de sites especializados de aviação, como o Caixa Preta da Solange, Aviação Comercial, Aviação Paulista, Aviões e Músicas, Canal Piloto, etc e de busca de aeronaves como o Airframes e o ATDB. A ANAC possui uma ferramenta de busca com todos os registros da base de dados do RAB (disponível no link). O levantamento das aeronaves envolveu busca no Google Maps para verificar sua existência e localização – o link gerado durante a busca contém as coordenadas geográficas do centro da imagem gerada no navegador. Depois, as informações foram formatadas em um arquivo CSV contendo os campos “name” (fabricante e modelo), “description” (prefixo, matrícula, operador, cidade/estado e outras informações pertinentes) e “coordinates” (latitude e longitude nessa ordem, separadas por vírgula). Para converter em KML, foi usado o site Convert CSV to KML (tem que indicar “Latitude Field” como 3 e “Longitude Field” como 4 porque o endereço no Google Maps mostra primeiro a longitude e depois a latitude, o contrário do KML). Depois foi só importar o arquivo usando o My Maps do Google.

Além de pesquisas online, foram realizadas visitas aos museus e locais onde as aeronaves estavam. Os resultados foram documentados com fotos, vídeos e textos e encontram-se na categoria “Aviação: Caçadores da Aeronave Perdida” desse site.

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Mais informações na licença de uso do site.

Um Pingback/Trackback

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  • Marcelo Duprat

    Estou procurando por bancos de aeronave da AZUL

    • Vinicius Roggério da Rocha

      Oi Marcelo,
      Normalmente eu indicaria procurar pelos assentos em alguns lugares de venda de sucata que tenham comercializado aeronaves, mas como os modelos de aviões da Azul (fabricados pela Embraer, ATR e Airbus) são muito novos, dificilmente vai encontrar algo.
      Para partes de aeronaves mais antigas, dê uma olhada nas dicas nesse post: http://www.monolitonimbus.com.br/avioes-na-sucata/

    • Vinicius Roggério da Rocha

      Dependendo da finalidade, pode entrar em contato direto com a companhia aérea Azul para fazer uso de algum assento que tenham na manutenção. É comum haver troca e talvez se desfaçam de algum.