Bandeirante e Brasília

Criada em 1969, a Embraer surgiu em um setor de desenvolvimento de aeronaves do CTA (Centro Técnico Aeroespacial). É a terceira maior fabricante de aeronaves civis do mundo, atendendo tanto os mercados civil e executivo quanto militar. Inicialmente, modelos turbo hélice eram utilizados nas rotas de menor densidade e aeroportos pequenos. Depois, vieram modelos de jatos para voos dentro e fora do Brasil. Vamos conhecer dois modelos importantes na história da aviação brasileira, expostos no Memorial Aeroespacial Brasileiro.

Bandeirante C-95 - EMB-110 (matrícula FAB 2150) exposto no Museu Aeroespacial (Rio de janeiro). Foto: ViniRoger

Bandeirante C-95 – EMB-110 (matrícula FAB 2150) exposto no Museu Aeroespacial (Rio de janeiro). Foto: ViniRoger

O EMB 110 Bandeirante PP-SBI foi construído em 1974. Voou pela VASP, TAM e Pantanal, até ser encostado e retornar à Embraer em 2000. Esse modelo de avião foi o primeiro produzido em série pela Embraer, trabalhando o conceito de aviação regional. Começou a ser desenvolvido em 1965 e, dos três protótipos originais (denominados EMB 100), o primeiro pertence ao acervo do Museu Aeroespacial do Rio de Janeiro. No espaço interno do Memorial, localiza-se o segundo protótipo (foto abaixo e vídeo). Seu restauro integrou as comemorações do quadragésimo aniversário de seu primeiro voo, ocorrido em 1968, antes mesmo da criação da Embraer. O interior foi refeito em detalhes, com itens, texturas e tonalidades mais fiéis possíveis aos do modelo original.

Pavilhão do MAB (Museu Aeroespacial Brasileiro), com avião Bandeirante, traje de piloto e assento ejetável

Pavilhão do MAB (Museu Aeroespacial Brasileiro), com avião Bandeirante, traje de piloto e assento ejetável. Foto: ViniRoger

O terceiro protótipo encontra-se em exposição permanente no Parque Santos Dumont, em São José dos Campos (veja mais no post Um passeio em São José dos Campos).

Outro avião Bandeirante, que até pouco tempo servia à Base Aérea da FAB, em Pirassununga, foi doado à Prefeitura de Bauru. Ele foi transformado em monumento e instalado na Praça Duarte Silva (Avenida Mário Mattosinho, na ligação da Avenida Getúlio Vargas com a Rodovia Marechal Rondon), um espaço público adotado pela Associação dos Maçons (Assoma) de Bauru (fonte: Prefeitura de Bauru).

Avião Bandeirante em Bauru/SP. Foto: Eduardo Fernandes

No vídeo mais abaixo, é possível observar um avião Bandeirante recortado transversalmente e identificar diferentes sistemas internos. A aeronave faz parte de uma exposição itinerante da Embraer, que no período da gravação estava no Catavento Cultural e Educacional, em São Paulo/SP.

Ainda foi criado o Bandeirante Patrulha, que está exposto no Museu Aeroespacial no Rio de Janeiro. Avião para 5 tripulantes, destinado a operações anti-submarino e missões de reconhecimento marítimo. O primeiro EMB 111 produzido em série fez seu voo inaugural em 1977.

O EMB-120 Brasília é um avião turboélice bimotor, pressurizado, voltado para o transporte de passageiros. Seu projeto remonta a 1974, quando ainda era chamado Araguaia. O protótipo exposto, de matrícula PT-ZBA, foi restaurado pela Embraer em parceria com o SENAI. Foram entregues 352 aeronaves para 33 operadores internacionais. Devido à sua capacidade de pousos e decolagens curtos, o Brasilia é utilizado pela Força Aérea Brasileira em viagens oficiais e também por algumas companhias aéreas regionais que operam na Amazônia. Sua fabricação foi suspensa em 2001.

Avião Brasilia em exposição no MAB. Foto: ViniRoger.

Avião Brasilia em exposição no MAB. Foto: ViniRoger.

Existe outro Brasília (matrícula PR-OAN) foi transformado em um hotel da cidade mineira de Monte Verde, a Pousada Viviê – veja foto clicando no link. Originalmente entregue à ASA (Atlantic Southeast Airlines) em 1987, passou nas mãos de OceanAir, America Air, Passaredo e Avianca até chegar na serra mineira em 2014.

Veja mais aeronaves antigas na categoria Caçadores da Aeronave Perdida.

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