Aviões que atingiram prédios de Nova York

Além dos dois aviões que atingiram as torres gêmeas do World Trade Center em 11 de setembro, sabia que outro prédio símbolo de Nova York, o Empire State Building, já havia atingido sido atingido décadas antes por outro avião? E além desse, houve outros dois acidentes contra o prédio, incluindo o The Trump Building (sim, de Donald Trump, presidente dos EUA). Principal causa dos acidentes: nevoeiro.

Segundo avião prestes a atingir a segunda torre do WTC

Segundo avião prestes a atingir a segunda torre do WTC

Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 foram uma série de ataques suicidas realizados Estados Unidos coordenados pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda. Na manhã daquele dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros e colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque. Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos e milhares de mortes. O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono (a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, nos arredores de Washington D.C) e o quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores.

Empire State Building

No dia 28 de julho de 1945, um B-25 Mitchell da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos (USAAF), voando baixo sobre a cidade de Nova Iorque, atingiu o edifício Empire State Building entre o 78º e o 80º andar. No choque, morreram os três ocupantes da aeronave e mais onze pessoas que trabalhavam no prédio.

O avião decolou da Bedford Army Air Field, Bedford, por volta das 8h55min e realizava um rotineiro voo de transporte militar para Nova Iorque, onde deveria pousar no aeroporto de Newark. Durante a aproximação da área de Nova Iorque, o B-25 encontrou denso nevoeiro, que diminuiu a visibilidade e tornando difícil a localização do aeroporto. Para facilitar a tarefa de pouso, o piloto tentou voar abaixo do teto do nevoeiro, porém, acabaria voando baixo demais sobre a área urbana de Nova Iorque.

Resultados da colisão do B-25 com o Empire State Building

Resultados da colisão do B-25 com o Empire State Building

Assim, o B-25 colidiu com a face norte do Empire State Building às 9h40min, abrindo um buraco na parede com cerca de cinco metros de largura por seis metros de altura. Com o impacto, os tanques de combustível da aeronave romperam-se, o que causou um grande incêndio. As asas da aeronave foram arrancadas da fuselagem e atingiriam imóveis vizinhos, e um de seus motores atravessou sete paredes e caiu sobre o ateliê do escultor Henry Hering, causando um incêndio e prejuízos de US$ 137 mil, além da destruição do local. O outro motor foi encontrado dentro de um poço de elevador do edifício duas semanas após o acidente.

Após 40 minutos de combate ao incêndio, os bombeiros conseguiriam debelar as chamas e resgatariam a ascensorista Betty Lou Oliver. Ela e empregados de uma empresa sediada no 75º andar resolveram utilizar-se de um elevador para acelerar o resgate. No entanto, com o acidente, os cabos dos elevadores haviam sido severamente danificados. Após embarcarem no mesmo, os cabos se partiram, fazendo o elevador despencar 75 andares até que os freios de emergência atuaram impedindo a morte dos seus ocupantes.

O acidente matou 14 pessoas ao todo:

  • 3 tripulantes do B-25: piloto, o tenente coronel William Franklin Smith, co-piloto, o sargento Christopher Domitrovich, e o aviador da Marinha Albert Perna, que havia pego uma carona na aeronave, e cujo corpo só foi encontrado dois dias depois, no fundo do poço de um dos elevadores
  • 11 trabalhadores nos escritórios da National Catholic Welfare Council (78º andar), dentre elas, seis mulheres que morreram queimadas sem que pudessem esboçar qualquer reação, bem como de um homem que trabalhava no mesmo andar e, frente ao horror por presenciar tal cena, acabaria por lançar-se pela janela

Outras 26 outras pessoas ficaram feridas. A integridade estrutural do prédio não foi afetada, e já na segunda-feira subsequente ao acidente os escritórios foram abertos aos trabalhadores e ao público.

Bank of Manhattan Trust Building (atual The Trump Building)

Alguns meses depois, na noite de 20 de maio de 1946, um C-45 Beechcraft da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos (veja mais sobre o avião no link) seguia para o Aeroporto Internacional de Newark vindo de uma base aérea na Louisiana. Havia muita neblina e a visibilidade era baixíssima. A aeronave acabou atingindo a fachada norte do arranha-céu, na altura do 58º andar, criando um buraco de 6 por 3 metros na parede.

O acidente causou a morte dos cinco ocupantes da aeronave. Como consequência, os demais prédios de Manhattan foram obrigados a instalar um sistema anticolisão composto por um radiofarol e luzes de balizamento sobre a torre de observação do edifício.

The Belaire

Esse acidente de 1946 foi o último que um avião atingiu acidentalmente um arranha-céu em Nova Iorque até 11 de outubro de 2006, quando um pequeno avião Cirrus SR20 que transportava o pitcher do New York Yankees Cory Lidle bateu no edifício The Belaire, um condomínio de 50 andares em Manhattan Upper East Side. Houve incêndio em vários apartamentos e 21 pessoas ficaram feridas. Morreram o pitcher e seu instrutor de voo.

Curiosidade sobre os mais altos prédios de Nova York

O Chrysler Building é um dos mais altos edifícios de Nova York, com 319 metros. Inaugurado em 1930, foi o edifício mais alto dos EUA e do mundo (superando a Torre Eiffel como a maior estrutura já construída, na época) quando foi inaugurado. Concebido para sediar a empresa automobilística norte-americana Chrysler, antes mesmo de sua conclusão já competia com outro prédio a ser construído em Manhattan, o The Trump Building. O projetista do edifício da Chrysler incluiu 56 metros na antena de de seu projeto e ficou sendo o mais alto. No entanto, perdeu este título apenas um ano depois, para o Empire State Building.

Inicialmente chamado Bank of Manhattan Trust Building, passou a ser conhecido como “40 Wall Street” quando seu inquilino fundador se fundiu com outro banco para formar o Chase Manhattan Bank. Em 1995, foi comprado por Donald Trump e renomeado para “The Trump Building”. O candidato à presidência dos EUA nas eleições de 2016 é proprietário de vários outros prédios na cidade e no país. Possui 283 metros de altura.

O Empire State Building foi inaugurado em 1º de maio de 1931, na esquina entre a Quinta Avenida e a Rua 34 Oeste. Com 102 andares e 381 metros de altura, era o mais alto edifício da cidade e do mundo, e iria manter essa posição por 41 anos, até a inauguração da Torre Norte do World Trade Center em 1972.

O One World Trade Center (WTC 1) é o edifício principal do novo complexo do World Trade Center em Lower Manhattan. A torre fica localizada no lado noroeste do local e ocupa o local onde o antigo 6 World Trade Center já esteve localizado. Após a sua conclusão, em 2014, tornou-se o edifício mais alto nos Estados Unidos, estando a uma altura simbólica de 541,3 metros e entre edifícios mais altos do mundo. O novo World Trade Center conta com outros três edifícios de escritórios ao longo da rua Greenwich e do National September 11 Memorial & Museum.

Fontes

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