Aviões DC-3 ainda voam na amazônia colombiana

As áreas mais remotas da Amazônia colombiana mantêm contato com o resto do mundo usando o avião DC-3, um avião bimotor que revolucionou o transporte de passageiros nas décadas de 1930 e 1940. Mais de 10.000 unidades foram produzidas ao longo de uma década, das quais pelo menos 100 permanecem em operação no mundo todo – veja mais sobre os aviões DC-3 clicando no link).

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A maioria das unidades foi fabricada por mulheres durante a Segunda Guerra Mundial. Os aviões foram trazidos ao país pela companhia aérea colombiana Avianca e fizeram parte de sua frota entre 1939 e 1975, até serem vendidos a empresas de aviação menores para atender a destinos remotos. Dois dos aviões que participaram do dia D, a maior aterrissagem militar da história, ainda voam pela Aerolínea Alianza, de Villavicencio, na Colômbia, a diversos povoados na fronteira com o Brasil. Outras empresas, como a Saldeca (Sociedad Aérea Del Caquetá) e a Aerolineas llaneras também atuam/atuaram com eles.

“Os postes de luz, o gerador elétrico, o cimento, o único jipe, as antenas de TV, um trator, os painéis do ginásio poliesportivo, as galinhas e o sorvete (…) tudo”, conta o capitão Joaquín Sanclemente, que tem 33 anos de experiência pilotando o DC-3, única aeronave capaz de pousar nas pistas rudimentares de terra e areia – mantidas, quase sempre, apenas pelos moradores locais, que usam pás em épocas de mau tempo.

No documentário a seguir, pode-se ver a história de pilotos que voam os lendários aviões Douglas DC-3 sobre a selva amazônica da Colômbia, numa das rotas aéreas mais perigosas do mundo, para entregar suprimentos. Note como as pessoas voam sem conforto e o mecânico a bordo verifica os problemas hidráulicos durante o voo.

A reportagem é da rede Al Jazeera, a maior emissora de televisão jornalística do Catar, que possui como objetivo o de enfocar os acontecimentos do Oriente Médio sob uma visão árabe, destacando-se por um nível de liberdade de expressão e de oposição raramente visto no mundo árabe.

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